Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 30/05/2022

A modernidade se expandiu para diversas áreas após a evolução tecnológica da terceira revolução industrial, incluindo o desenvolvimento da biotecnologia. Portanto, é razoável dizer que esse processo tem implicações positivas para os seres humanos, pois os avanços da medicina e da agricultura possibilitaram aumentar a expectativa de vida da população e aumentar a produtividade agrícola. No entanto, apesar desses avanços, a biotecnologia enfrenta vários desafios em termos de conciliação ética devido ao provável nível de comportamento geneticamente invasivo do programa e ao impacto social e ambiental da ação repentina.

Primeiramente, é preciso destacar que as possibilidades de atuação da engenharia biotecnológica são mais abundantes principalmente no campo da genética e, portanto, requerem maior atenção, fator de definição ética. Nesse sentido, um exemplo de alteração mais invasiva pode ser dado, segundo o site “Biology for Biologists”, a ferramenta CRIPR-Cas9 permite a adulteração do genoma em determinadas espécies - que está em ação de melhoramento genético plantas que foram tomadas - ou seja, o homem tem como pressuposto que, a curto prazo, pode alterar as características do genótipo do embrião, como a escolha da cor dos olhos de um futuro feto.

Segundamente, é igualmente válido, o impacto forçado das ações da engenharia biotecnológica na relação humano-existência-social com o meio ambiente é um obstáculo à articulação do setor com a ética. Influenciado pelo viés histórico, o naturalista do século 19, Darwin viu a seleção natural como um mecanismo de adaptação biológica e sobrevivência.

Assim, diante do exposto, é responsabilidade das Nações Unidas promover conferências internacionais sobre as limitações legais, culturais e éticas da modificação genética por meio de representantes de países de todo o mundo e professores especializados no assunto. O projeto visa estabelecer um equilíbrio entre biotecnologia e ética com a ajuda de indivíduos envolvidos na tomada de decisões globais. Assim, o mundo pode superar esse problema.