Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 06/11/2025

A obra literária “Utopia” de Thomas More retrata uma sociedade perfeita, ausente de mazelas educacionais. No entanto, ao se analisar os desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária, tendo em vista o fato de esses estarem presen-tes no cotidano, é evidente como a realidade do país se distancia de um ideário utópico. A respeito disso, deve-se discutir sobre a omissão estatal e as lacunas edu-cacionais do Ministério da Educação, de maneira a superar tais adversidades.

Diante disso, é necessário debater a letargia do aparato governamental. Nesse viés, o filósofo Norberto Bobbio defente que o Estado deve assegurar a todos os di-reitos sociais, dentre eles a educação. Todavia, ao se analisar os impecílios para atenuação da evasão universitária é evidente que o poder público assume uma postura omissa. Essa constatação pode ser feita na medida em que há pouco direcionamento de verbas para custeio de políticas públicas que visem a mitigação do abandono dos cursos por estudantes periféricos. Logo, a inoperância dessa gestão estatal faz com que alunos baixa renda de faculdades particulares não consigam custear por um longo período o seu trajeto por não terem bolsas auxi-liares da administração pública, consequentemente, eles não dão continuidade ao estudo, exemplo disso, são alunos da região do Céu azul, área marginilazida de Belo Horizonte, que abandonam os cursos de gradução, pelo fato da maioria está localizado distante de sua residência, região central. Esse cenário, faz com que o direito supracitado de parte da população seja violado, demonstrando uma distância preocupante do ideal de justiça coletiva pro-posto por More.

Ademais, tal aumento de violação de direito é acentuado com as lacunas educa-cionais em relação aos desafios para a redução dos percentuais de saída desse alunos das universidades. Nesse contexto, para a escritora Bell Hooks a educação deve pautar-se em uma pedagogia crítica. Contudo, grande parte das escolas ainda priorizam um ensino conteudista e memorizador, o qual impede uma formação crí-tica cidadã acerca da importância de ser ter uma