Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 05/09/2019

De acordo com o sociólogo Max Weber, todo ato da conduta humana está relacionada com os estímulos do seu âmbito social. Nesse sentido, encaixa-se o contexto sobre os desafios para diminuir os índices da evasão universitária no Brasil, devido ao precário assistencialismo e à falha de um Estado inerte. Dessa maneira, medidas sociopolíticas devem ser debatidas e compreendidas, uma vez que a educação e o amparo ao indivíduo são essenciais para contrapor essa problemática.

Nessa circunstância, é importante ressaltar a educação como um propulsor das mudanças sociais. Hoje, ao ocupar uma boa posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente a oposta, e esse contraste de desenvoltura é, certamente, refletido na evasão universitária. Sob esse âmbito, segundo o site UOL, essa realidade é justificável, já que a dificuldade em promover a permanência estudantil é resultado de 55% das universidades públicas não disponibilizarem alterativas para um assistencialismo inclusivo. Em meio a isso, faz-se necessário maiores investimentos nesse setor, visto que proporciona comodidade e, dessa forma, poderá libertar o indivíduo do contexto a qual encontra-se sujeitado, o desamparo.

Outrossim, é indubitável que a transgressão à Constituição Cidadã e sua aplicabilidade estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Jhon Locke, a política deve ser usada de modo que, por meio de um convênio social, o bem-estar seja alcançado. No entanto, por não haver diretrizes públicas para o acolhimento de estudantes com necessidades especiais, é perceptível que o aparato estatal rompe com essa harmonia, de forma que não assegura a cidadania e o princípio da igualdade perante a lei. Nesse sentido, percebe-se que a dificuldade em lidar com esse problema e seus efeitos mostra-se fruto de um Estado falho, no qual negligencia a inclusão social e a responsabilidade com seus deveres. Desse modo, precisa-se valorizar o indivíduo para não haver desigualdades.

Convém, portanto, medidas para reverter tal situação. Dessa forma, é preciso atuação mútua entre Estado, educação e sociedade. A esfera maior, por meio do Ministério da Educação, deverá amenizar a evasão universitária ao criar um assistencialismo que atenda a realidade de cada estudante para que não sejam marginalizados e inseridos no meio acadêmico. É imprescindível, também, que a escola promova a formação de indivíduos solidários, por intermédio de palestras e debates em grupo, que envolvam a família, a respeito desse tema, ao visar a cortesia entre a comunidade escolar e a empatia com a inclusão dos portadores de necessidades especiais. E a população, por fim, necessita tomar conhecimento dessa problemática mediante as pesquisas autônomas para tornar-se o órgão regulador do meio. Assim, a visão excludente do âmbito social narrada por Max Weber poderá ser superada.