Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 09/09/2019
De certo, com o avanço tecnológico e científico da sociedade, algumas profissões se tornam mais importantes para o apogeu. Contudo, tal demanda influencia na tendência do mercado de trabalho, o qual, desmotiva o aluno para sua conclusão do curso, como consequência a evasão.
A princípio, o mercado competitivo dita as novas mudanças na estrutura da sociedade, como Karl Marx afirmava no Materialismo Histórico e o decorrer das sucessivas trocas de sistemas econômicos, além disso o Liberalismo de Adam Smith. Tais teorias vão de semelhança com a idealização do “profissional do futuro”, o qual, poucas profissões terão um valor menor com o passar do tempo, sendo isso, a inferiorização de certos cursos profissionalizantes que não fazem parte do crescimento econômico do país. A exemplo, cursos como serviço social, Direito, dentre outras são alvos dessa desvalorização.
Tendo isso em vista, o estudante se torna uma peça no tabuleiro, decorrente das imposições do mercado. Por exemplo, uma pesquisa feita em 2005 analisa o índice de evasão nas IES - (Instituições de Ensino Superior), o qual, aponta para a porcentagem de 44% da evasão em cursos como Marketing e Publicidade e 38% em Serviços. Logo, áreas como estas são excluídas do progresso, e tendo como consequência o abandono por parte dos alunos advindo dessa situação.
Em suma, o mercado competitivo que gera desmotivação e inferiorização acarreta evasões em instituições de ensino. Logo, o MEC deve criar projetos de lei (PL) que permitam a interação do jovem ao mercado, e para que os mesmos entendam a demanda para a ascensão social; aliados a mídia, que buscará através de programas na TV, incentivar e trazer formas para o engajamento profissional ou melhores qualificações. Sendo isso um processo motivacional na vida dos jovens brasileiros.