Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 28/08/2019

Em 1930, o Presidente Getúlio Vargas adotou políticas educacionais que foram de grande importância para o avanço da emancipação do ensino, com a criação de várias escolas e academia para formação de professores. No entanto, no panorama contemporâneo, a formação educacional ainda encontra obstáculos advindo, principalmente, da evasão universitária em decorrência da insatisfação com o curso escolhido ou a carência de recursos e assistência aos estudantes. Diante disso, é fundamental analisar esse cenário pra desconstruir essa realidade.

Em primeiro plano, tem-se o conceito de “Fato Social” proposto pelo Sociólogo Émile Durkhiem. Segundo tal pensador, esse conceito compreende um conjunto de valores estabelecidos em uma sociedade que norteia o comportamento dos indivíduos e, com isso, os jovens, cheios de incertezas, a fim de atingir esses padrões estabelecidos pela sociedade acaba por tomar decisões precoce, como, por exemplo, a escolha do curso universitário.Seguindo essa linha de raciocínio, dados da oitava edição do Mapa do Ensino Superior, mostrou que na rede pública, por exemplo, houve um aumento de 18,5% em 2015, para 30,4% em 2018 das evasões universitárias. Dessa maneira, a escolha baseada na pressão social constitui um indivíduo infeliz e não satisfeito, fazendo-o trocar de curso e até mesmo abandonar a universidade.

Outrossim, vale ressaltar , ainda, que de acordo com o filósofo inglês Thomas Hobbes, em sua clássica obra “Leviatã”, é papel do Estado manter a coesão e a harmonia social. Todavia, o Estado não está cumprindo seu papel social visto que o cenário de ensino é desigual e desoportuno. Nesse sentido, o Ministério da Educação contingenciou 1,7 bilhão do orçamento das 63 universidades do país, segundo o portal Globo. Sob essa ótica, esse corte de verbas é preocupante, pois muitos estudantes dependem do auxilio da universidade e com a carência desse auxílio a única opção é conciliar estudos com trabalho propiciando um cenário convidativo para evasão estudantil.

Portanto, para combater os desafios da evasão universitária, urge que, em primeiro lugar, as Secretarias Municipais de Educação em conjunto com as escola, promova projetos extracurriculares como testes vocacionais e palestras com visitas em ambientes de trabalho, a fim de familiarizar  os estudantes com as múltiplas profissões, assim, ele estará mais confiante na sua escolha de curso, além de ficar menos propício a abandonar a Universidade. Ademais, cabe ao Governo, por meio de verbas públicas, ampliar o custeamento das despesas dos universitários, a exemplo de Getúlio Vargas que investiu em educação. Dessa forma, o Estado manterá a harmonia social e todos, além de terem acesso a educação, poderão conclui-lá.