Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 06/09/2019
No Brasil, alguns brasileiros encontram esperança de uma vida melhor apenas nas universidades. Entretanto, no decorrer dos anos, poucos estudantes estão conseguindo vencer as barreiras para permanecer na faculdade. Nesse contexto, deve-se analisar como a inadimplência e o sucateamento das universidades públicas aumentam os índices de evasão universitária.
Em primeiro lugar, a falta de recursos financeiros dos estudantes dificultam sua permanência em uma instituição de ensino superior. Embora, a formação superior traga mais facilidade ao entrar no mercado de trabalho e também some na bagagem cultural, social e política de cada um, grande parte da população atingida pela crise financeira atual vêem a universidade como algo elitista. Prova disso, é a alta taxa de desistências nas universidades privadas, que atingem cerca de 23%, em 2016, segundo o Panorama do Ensino Superior Privado do Brasil. Resultando pouca progressão no cenário de educação no País, ainda mais para os mais pobres.
Do mesmo modo, a falta de investimentos governamentais no setor educacional público contribui para a evasão universitária no Brasil. A contenção de gastos desmotiva os jovens alunos a continuar nessa trajetória. Exemplo disso foi o contingenciamento de 30% das verbas às universidades públicas, em abril de 2019, feita pelo MEC, gerando cortes na infraestrutura básica do ensino superior, como água e luz, algo necessário para a manutenção das faculdades.
Portanto, são necessárias medidas que reduzam esse impasse. Desse modo, é essencial uma ação do Ministério da Educação, que deve, por meio de auxílios moradia, alimentação e transporte, para alunos de renda baixa, ajudar nos gastos básicos da vida acadêmica do estudante, com o fito de estimular a permanência do aluno no curso e, assim aumentar as taxas de concluintes. Ademais, o Estado, em parceria com a Secretaria de Educação, deve, por meio de reuniões e comícios, buscar a reversão progressiva dos cortes anunciados em 2019, a fim de garantir o necessário para a sobrevivência das universidades.