Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 04/09/2019

Conforme elucidado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas(INEP) em 2016, cerca de três milhões de estudantes desistem do ensino superior anualmente. Consoante ao resultado da pesquisa, nota-se que desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária são presentes no contexto social brasileiro. Dessa forma, evidencia-se que a persistência da problemática se dá não somente por questões financeiras, sobretudo na rede privada, como também pela falta de assistência na rede pública.

É inexorável que estudantes não bolsistas ou que utilizam bolsa parcial estão mais suscetíveis à evasão universitária. Sob o viés filosófico, Aristóteles -um dos principais expoentes da filosofia clássica- afirmava que o desenvolvimento intelectual do indivíduo é mitigado pela rotina de trabalho. Esse fato se confirma uma vez que uma parcela dos estudantes precisam de trabalho para conseguir pagar à faculdade. Ademais, dados do INEP apontam que 24% das desistências estão no setor privado. De conformidade com o pensamento aristotélico e com os dados do instituto, é fato que a questão financeira corrobora a evasão universitária no Brasil.

Outrossim, a falta de assistência estudantil na rede pública dificulta a permanência de alunos no meio universitário. Esse problema intensifica-se devido aos crescentes números de matrículas nas universidades federais. Dados publicados pelo Censo da Educação Superior, realizado em 2017, apontam que os índices de o índice de matrículas em universidades federais aumentou em 103%. Consequentemente, uma assistência estudantil eficaz é imprescindível para a permanência desses jovens nas universidades.

Infere-se, portanto, que o papel do Estado é sine qua non para a resolução da problemática. Faz-se necessária, dessa forma, a atuação do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Fazenda na criação de novas políticas de financiamento estudantil na rede privada tendo como base outras já existentes. Além disso, é fundamental a ampliação e a efetivação da assistência estudantil no setor público para que haja a permanência desses alunos nas universidades. Só assim, far-se-á possível a redução dos índices de evasão universitária no Brasil.