Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 01/09/2019

De 2007 a 2017 o governo federal, via programas Prouni, Sisu e Fies, aumentou em mais de 103% as vagas do ensino superior. A princípio, jovens de mais baixa renda em muito maior quantidade puderam alcançar o ensino superior. Nessa perspectiva, o governo cumpriu seu papel oportunizando o acesso a educação ao pobre, porém, não houve qualquer programa efetivo que assegurasse sua permanência no curso desejado. Com isso, houveram efeitos no sucateamento das instituições por excesso de alunos e evasão por falta de condições financeiras.

As instituições públicas do Brasil, começaram a receber alunos num ritmo tão acelerado que docentes, funcionários e estabelecimentos não tiveram tempo necessário para se adaptarem as remessas de alunos novos. Já nas privadas, com intuito de receberem mais pagamentos do Estado, passaram ampliar irresponsavelmente seu número de vagas para ganhar atender mais alunos pagos via Fies e Prouni; os efeitos foram os mesmos ocorridos nas universidades públicas. Por conseguinte, as instituições, tornaram-se incapazes de atender e prestar suportes a alunos que necessitassem, o que conseguiu na evasão dos mesmos.

Ademais, a necessidade de gerar renda nos tempos de estudo atinge muitos brasileiros, que em grandes vezes vêm de longe e estão separados de seus arrimos ou ingressam nos cursos cada vez mais velhos, em idades que o trabalho é uma necessidade imprescindível em suas vidas. Em circunstâncias como essas os alunos veem-se obrigados a abandonar sua cursos para buscar uma oportunidade de emprego imediata.

Nessa perspectiva, cabe as instituições de ensino, criarem parcerias com o ministério do trabalho e outros õrgãos para criar um programa de empregabilidade estudantil. Chamará-se “trabalha-aqui” e será destinado à causa de contratação de alunos que possam trabalhar meio-período como funcionários da universidade, fazendo serviços de reformas, assistência etc. e poderem contar com isso ao arcar com despesas do curso. Nas particulares, usar como incentivo para concessão de isenção de impostos.