Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 15/09/2021

Em meio a um país em que a maioria adulta precisa trabalhar para sobreviver, são poucos que podem se dedicar integralmente ao ensino superior. Nesse âmbito, a desigualdade no Brasil é evidenciada por tal questão, o que corrobora para que a população pobre tenha uma tendência a abandonar seu curso. Desse modo, é fundamental oferecer alternativas viáveis para diminuir os índices de evasão universitária e, consequentemente, permitir com que mais pessoas consigam se formar.

Primeiramente, a falta de auxílios adequados para a permanência do aluno no ensino superior público e, principalmente, o privado, potencializa o problema em questão. Nesse âmbito, ainda que haja programas federais que facilitam o ingresso de estudantes de baixa renda, seja por bolsas de estudo ou por financiamento, respectivamente, Prouni e FIes, é incomum em instituições particulares a ajuda de custo na alimentação, moradia e no material que esses indivíduos necessitam. Tal fato, então, desestimula a continuação da vida universitária para aqueles que precisam ajudar financeiramente suas famílias.

Além disso, a pouca flexibilidade da carga horária de muitos cursos, sobretudo os que são diurnos ou integrais, dificulta a atuação em emprego regular. Com isso, muitos jovens acabam escolhendo cursos noturnos ou à distância que não correspondem a suas preferências e, ao não se identificar com o conteúdo e a profissão dessa formação, acabam abandonando a faculdade. Logo, a ausência de opções viáveis que se encaixem na rotina do indivíduo que precisa trabalhar em horário comercial frequentemente inviabiliza a conquista do diploma.

Portanto, as instituições de graduação devem se adaptar às necessidades dos estudantes com vistas a diminuir a evasão. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, elaborar cargas horárias de turnos alternativos para que os alunos possam conciliar trabalho e estudo, com a alternativa de poder dissolver as matérias e cursar a faculdade por mais tempo que o habitual, impedindo com que muitos se evadam do curso superior. Por fim, o Governo Federal deve exigir das instituições adeptas ao ProUni e Fies a distribuição de auxílios semelhantes aos das federais e estaduais para os jovens que precisam e ingressaram por esses programas para incentivá-los a permanecer estudando e completar a formação.