Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 27/08/2019

Na Grécia Antiga, conhecimentos de diversas áreas eram ensinadas nas academias, as quais eram restritas à classe mais rica. Atualmente, o beneficio da educação é oferecido a todos pelas universidades, entretanto, apenas assegurar tal direito não é suficiente, prova disso são as preocupantes taxas anuais de evasão nos cursos superiores. Nessa perspectiva, seja pela falta de clareza ao escolher uma graduação, seja pelos obstáculos financeiros, a saída dos graduandos prejudica o desenvolvimento do país.

A princípio, a falta de autoconhecimento por grande parte dos estudantes é o que os levam, muitas vezes, a fazerem escolhas equivocadas, as quais resultam na desistência da formação. Segundo a Antropologia, ciência que estuda o ser humano e a humanidade, a adolescência é o período de formação de caráter e consolidação da personalidade, sendo marcado por dúvidas e inseguranças. Dessa maneira, tendo em vista que grande parcela dos futuros universitários são adolescentes que terminaram o ensino médio, torna-se indiscutível que a falta de acompanhamento psicológico dos estudantes é um fator que inviabiliza a diminuição dos índices de evasão.

Além disso, a falta de recursos para sobreviver é outro desafio que impede a permanência dos indivíduos nos estudos. Conforme a Constituição Cidadã de 1988, todos os brasileiros possuem direitos sociais, entre eles: ao trabalho, alimentação e lazer. No entanto, a atual realidade do país é marcada por desemprego e crise econômica, que dificultam a graduação dos estudantes de classes mais pobres. Dado o exposto, é evidente que condições financeiras são outra questão que impacta diretamente o corpo acadêmico.

Urge, portanto, que o Ministério da Educação contrate psicólogos, por meio de concursos, nas escolas de ensino médio, a fim de oferecer aos estudantes a oportunidade de realizar testes vocacionais. Dessa maneira, eles conseguirão escolher um profissão consoante a seus interesses e habilidades. Além disso, o poder executivo deve promover projetos os quais incentivem a criação de microempresas pelos recém egressos das universidades com intuito de alavancar a economia, e também garantir incentivos fiscais para as empresas que oferecerem estágios remunerados aos graduandos.