Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 24/10/2019

A primeira universidade da história foi a Academia de Platão, fundada por volta de 387 a.C, essa instituição era uma comunidade que reunia jovens de diferentes graus de desenvolvimento, o método de ensino para avaliar os alunos era baseado nos níveis de maturidade e na capacidade de reflexão, os estudantes eram motivados a comparecerem nas escolas, pois futuramente podiam se tornar tutores na universidade. A partir disso, de maneira semelhante, vê-se a necessidade, hoje, de discutir no Brasil sobre os altos índices de evasão universitária e os entraves para combatê-los. Nesse sentido, cabe analisar problemáticas como a incapacidade de associar o estudo com o trabalho aliado a falta de recursos e assistências para os estudantes, em busca de soluções eficientes para findar essa óbice.

Em primeiro plano, é ideal esclarecer que as universidades que possuem um grande contingente de alunos evadidos são como organismos doentes que perdem a estabilidade e relevância, dentre as causas para esse fator ocorrer está o abandono dos estudantes que trabalham e estudam. De acordo com dados do IBGE (Índice Brasileiro de Geografia e Estatística) mais de 50% da população recebe um salário de R$747. Em suma, sendo assim é visto que os estudantes precisam conciliar trabalho com o estudo, porém os modelos tradicionais de ensino brasileiro exigem do aluno uma maior dedicação com cargas horárias exaustivas, o que faz com que muitos abandonem as universidades.

Ainda sob essa perspectiva, interessa lembrar que os acadêmicos de renda baixa têm dificuldades para quitar as mensalidades e também para pagar transporte, alimentação e material escolar, quando se veem sem saída optam por evadir. Todavia, de acordo com o filósofo inglês John Locke, o homem nasce uma folha em branco, e é preenchido com experiências e influências. Em síntese, essa premissa permite, então, que se traga à tona a discussão sobre o indivíduo que evade pois esse, não é composto de experiências e o mercado de trabalho está cada vez mais exigente, priorizando profissionais com ensino superior.

Diante desses aspectos, é necessário tomar medidas para deslindar a questão da evasão universitária no Brasil. Dessa forma, é preciso que o MEC (Ministério da Educação e Cultura), com o apoio do Governo Estadual faça flexibilizações na grade curricular e nos horários de aula, como ao implementar  estágios remunerados que terão o objetivo de servir como uma renda extra e uma medida alternativa. Para que os alunos possam se interessar pelos estudos e terem uma remuneração extra. Outra ação relevante, seria que o Governo Federal criasse atendimentos para os acadêmicos, como financiamentos a longo prazo que além de cobrir a mensalidade também pagará os gastos em transporte e alimentação. A fim de mantê-los estudando, ao oferecer assistência e recursos.