Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 12/09/2019

O filme brasileiro “Que horas ela volta?” mostra a dificuldade da personagem Jessica, uma moça pobre que sonha em estudar arquitetura, para entrar em uma faculdade. De fato, casos como o dela não se limitam a cenários fictícios, entretanto depois de ingressar na Universidade os estudantes se deparam com um problema ainda maior do que entrar: permanecer nela. Nesse sentido, a evasão universitária é um tema pertinente ao contexto brasileiro e faz-se necessário amenizá-la. Fica notório que garantir maior nível de escolaridade aos cidadãos é essencial para o regime democrático, contudo diversos estudantes não possuem recursos para prosseguir até a formatura.

A priori, o lema “liberdade, igualdade e fraternidade” é a base das democracias ocidentais desde a revolução francesa. Nessa lógica, é válido afirmar que para respeitar o princípio da igualdade, faz-se necessário que pessoas de todas as camadas sociais consigam ingressar à universidade. Segundo a Constituição Federal de 1988, Art.205, a educação é direito de todos e dever do Estado. Logo, se presume que o Estado, por intermédio da Carta Magna, se empenha em concretizar os ideais burgueses.

Ademais, grupos sociais menos abastados possuem dificuldade em gozar pela plenamente tal direito. Dentre esses efeitos, conforme a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, mais da metade dos estudantes que estão em universidades federais são das classes D e E. Por certo, esse são os grupos que possuem maiores dificuldades financeiras para suprir necessidades básicas, por isso, muitas vezes precisam escolher entre estudar ou trabalhar. Percebe-se então certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esses problemas e seus efeitos.

Torna-se evidente, portanto, que as “Jessicas” precisam não só entrar nas universidades, como também concluir a graduação nelas. Assim, para que a evasão universitária regrida no país, é necessário que o Ministério da Educação, com ações das universidades federais, promova assistências estudantis, por meio das verbas governamentais. Além disso, as universidades precisam manter e ampliar os restaurantes e apartamentos universitários, a fim de garantir conforto e oportunidades iguais a todos. Enfim, a partir dessas ações, a ascensão do nível escolar será realidade entre os cidadãos brasileiros.