Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 30/08/2019

Segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que o ser humano pode usar para mudar o mundo. Apesar da relevância desse pensamento, a evasão universitária configura-se como um empecilho a ser solucionado que, na atualidade, reflete a falta de assistência estudantil, assim como a escolha precoce da carreira a ser seguida, impossibilitando a utilização da educação para transformar o mundo. Assim, observa-se a necessidade de que medidas sejam tomadas para amenizar o problema.

Em primeiro plano, a evasão universitária denota uma consequência da sociedade moderna. A República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como objetivo fundamental o acesso à educação. Todavia, o pouco investimento em bolsas auxílio para universitários, assim como a não oferta de outros serviços básico, como por exemplo, saúde e moradia, dificulta a permanência de estudantes que necessitam dessa assistência, nas universidades públicas e privadas. Assim, tais condições promovem a desigualdade, e impendem que estudantes universitários, principalmente de baixa renda, concluam a graduação.

De outra parte, a escolha precoce da profissão, também, contribui para o agravamento desse quadro. A Revolução Industrial, com o avanço tecnológico e o barateamento dos meios de comunicação, impulsionou a globalização devido à redução das distâncias virtuais, logo aumentou o fluxo de informações, de modo que atingiu a massa. Nesse contexto, a mídia passou a exercer influência, principalmente em jovens, por meio de mensagens subliminares de convencimento, criando esteriótipos, como ideias a serem seguidas para alcançar a felicidade. Como reflexo, estudantes ingressam em cursos universitários populares, deixando de lado suas vontades individuais que, com o passar do tempo, se transformam em frustrações e resultam na desistência.

Logo, enquanto o pensamento de Nelson Mandela não for colocado em prática, enquanto os recursos estudantis não forem priorizados, enquanto a decisão por carreira não for feita de maneira consciente, o abandono de graduações por estudantes continuará como um desafio a ser superado. Desse modo, o Estado, por meio do Ministério da Educação, deve promover maiores incentivos, disponibilizando maior número de bolsas auxílio, a fim de permitir que alunos se mantenham nas universidades até o fim da graduação. Os colégios, públicos e particulares, por sua vez, devem criar um projeto denominado “Escolhendo Seu Futuro’’, em que, professores em conjunto com profissionais capacitados, promovam palestras em diversas áreas do conhecimento, com intenção de auxilar a escolha profissional. Assim, será possível, enfim, garantir a prevalência de estudantes nas universidades.

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