Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 30/08/2019
Segundo dados do Ministério da Educação, cerca de três milhões de pessoas desistem do ensino superior todos os anos. A partir disso, fica evidente que existam problemas que impeçam diversas pessoas de usufruírem do direito de estudar. Portanto, dois pontos devem ser analisados: As dificuldades do Estado auxiliar estudantes e a dificuldade de conciliar a vida pessoal com cursos universitários.
Em primeira análise, o Brasil passa por uma grande crise econômica que acomete diversas áreas, inclusive a educação. Segundo dados do G1, nosso país cresce desde 2015 abaixo da média de países emergentes. Com isso, torna-se escassos os recursos que podem ser destinados a auxílios estudantis, sendo esse um dos motivos pelo qual a evasão universitária é tão comum, principalmente nas universidades públicas.
Além disso, diversos fatores podem fazer com que haja desistências de alunos em faculdades. A exemplo, pode-se citar a grande carga horária de diversas carreiras, como é o caso do curso de Medicina, que possui aulas em período integral durante 6 anos. Dessa forma, torna-se complexo o ato de administrar a vida pessoal, como amigos, família, filhos e emprego, com a vida estudantil, tornando a evasão universitária um caso constante.
Em síntese, o problema das desistência de cursos superiores acontece por vários motivos, entre eles a falta de investimento do governo federal, juntamente da dificuldade em conciliar a vida pessoal com estudos. Desse modo, medidas que possam amenizar tal óbice devem ser apresentadas e aplicadas. Primeiramente, o governo federal e os governos dos estados que possuem universidades estaduais devem remanejar a verba das universidade de forma a aumentar o investimento em alojamentos e auxílios, como transporte e alimentação, fazendo com que assim haja menor número de evasões, além de facilitar a combinação da vida pessoal com a universitária.