Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 30/08/2019

A principal fonte de desenvolvimento científico no Brasil é as Universidades. Essas instituições compõem o tecnopolo brasileiro de produção e aperfeiçoamento tecnológico. Entretanto, atualmente, tem crescido problemas relacionados à evasão universitária no país. A esse respeito, dentre os principais desafios para a minimização da temática estão a falta de assistência social e a defasagem na metodologia de ensino. Logo, faz-se necessária uma reflexão crítica sobre o tema.

A princípio, é válido ressaltar a falta de assistência social dentro das universidades como fator preponderante para potencializar a evasão em cursos superiores no país. Sob esse viés, muitos jovens, ao ingressarem na faculdade, não se encontram adaptados à rotina de empenho exigida na graduação. Essa situação é agravada quando o aluno precisa conciliar os estudos com as obrigações do lar, como trabalho e auxílio familiar. Nesse sentido, segundo pesquisas do Instituto Lobo, dos casos de evasão, 31% estão ligados à incapacidade do acadêmico de acompanhar o ritmo da universidade. Esse cenário se relaciona à falta de assistência pela instituição, como ausência de apoio psicológico, inflexibilidade de horários e inexistência de orientação pedagógico, tornando a rotina de estudo cada vez mais desgastante para o indivíduo. Desse modo, por não dispor desse auxílio sobre como lidar com essas dificuldades, o recém universitário acaba optando por deixar o curso.

Outrossim, tem-se como uma das principais causadoras da evasão universitária a maneira como são ministrados os conteúdos, bem como a metodologia de ensino ineficiente de boa parte das instituições de curso superior. À vista disso, para o filósofo São Tomás de Aquino, a qualidade do ensinamento está fundamentada no diálogo e interação entre palestrantes e ouvintes. Sobre essa perspectiva, ao analisar os métodos didáticos de algumas universidades brasileiras, percebe-se uma contradição com o pensamento proposto. Isso porque, em muitos desses ambientes, as aulas são ministradas sem que haja a participação direta dos alunos, como é o caso de teorias repassadas por slides e ausência de monitorias, tornando-os apenas ouvintes. Isso gera a incapacidade dos estudantes de acompanhar o ritmo do professor, o que pode ocasionar o desapreço pelo curso e o abandono da graduação.                   Destarte, para minimizar a problemática no Brasil é necessário que o Governo Federal, na figura do Ministério da Educação, reformule a metodologia de educação pública no país, de forma a elevar o rendimento das turmas de ensino superior no país. Isso pode ser feito por meio da programação de aulas interativas, como uso de jogos, filmes e dinâmicas, de modo a conceder maior autonomia para os professores utilizarem de suas criatividades na ministração de conteúdos teóricos. Essas medidas têm a finalidade de diminuir os casos de evasão e aumentar a eficiência do ensino superior brasileiro.