Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 09/09/2019

Segundo o Censo da Educação Superior de 2017, realizado pelo Inep, o número de matriculados em universidades federais mais que duplicou em dez anos, entretando, os índices de evasão alarmam, apontando 25% nos cursos presenciais e 30% nos cursos à distância, sustentados pela falta de assistência estudantil e pela carente base educacional fundamental e média.

O Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) deram margem à inserção de muitos jovens ao ensino superior, entretanto, deve haver uma preocupação também com sua permanência, já que muitos encontram barreiras sociais como a conciliação de estudo e trabalho ou filhos, além da discriminação por cor, gênero, sexualidade ou falta de acesso como no caso de deficientes, além dos custos com material, transporte, alimentação

Nesse contexto, o filme “Pro dia nascer feliz” mostra o contraste entre o ensino básico e médio brasileiro em diferentes estados do país, sua deficiência em algumas escolas alcançam e geram consequências nas universidades do país, uma vez que muitos alunos não conseguem acompanhar o ensino e apresentam, como nomeou  a professora e pesquisadora Dyane Brito Reis, o “complexo do impostor”, onde não conseguem enxergar o problema social por trás disso e o encaram como individual.

Desse modo, objetivando a diminuição dos indíces de evasão universitária, cabe ao Ministério da Educação e ao Governo Federal garantir serviços de assistência social estudantil que mapeie e procure alcançar as necessidades de mais alunos por meio de bolsa auxílio, atendimento psicológico, restaurante e transportes gratuitos e alojamento, suprindo, dessa forma, os problemas enfrentados pelos jovens ao ingressar na faculdade.