Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 31/08/2019

Srinivasa Ramanujan, jovem e pobre indiano, saiu de sua terra natal afim de ter um ensino superior de qualidade, passou por diversas intempéries  que quase impediram seus estudos e suas obras extraordinárias na matemática. De maneira análoga, inúmeros jovens brasileiros sofrem para permanecerem em seus cursos de graduação, seja pelo reflexo da base escolar, seja pela questão financeira.

O ritmo universitário demanda mais esforço e sacrifício que o ensino médio; o que acarreta na dificuldade natural em acompanhar o conteúdo. Se o ingressante universitário carrega áreas do conhecimento não preenchidas do ensino básico, só agrava a questão que só tende a piorar com o avançar do curso - levando ao abalo e estresse emocional e psicológico.

“A educação nunca foi despesa, sempre foi investimento”, afirmou Sir Arthur Lewis. Entretanto, o Brasil tem um dos piores ensino básico do mundo e o baixo investimento também se encontra nas universidades em insuficiente auxílio financeiro para alunos de baixa renda. Desse modo, milhares de universitários recorrem à trabalhar para se manterem. Mas, não tem como um indivíduo advindo do ensino público de péssima qualidade, que tem menos horas para estudar e dormir, conseguir acompanhar a graduação de forma saudável, levando (por muitas vezes) a desistência do sonho universitário.

Diante dos fatos, nota-se que a problemática da evasão tem raízes do ensino básico e urge uma solução. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação ampliar e personalizar os auxílios estudantis, além de adicionar uma educação financeira; assim atende as necessidades financeiras urgentes e estimula o indivíduo a melhor gerir o dinheiro. Ademais, o Governo Federal, aliado ao MEC, deve ampliar o atendimento psicológicos para os universitários e promover cursos gratuitos, abrangendo conteúdos básicos e necessários para seguir na graduação. Assim, talvez permite-se a maior formação de profissionais qualificados, como o Ramanujem.