Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 03/09/2019
No auge do período colonial e imperial o Brasil não detinha um ensino superior estruturado, isso obrigava os membros da elite a procurar esse serviço na Europa. No entanto, com o passar dos séculos a educação de alto nível chegou ao nosso país e hoje é uma das melhores do Hemisfério Sul. Porém, esse ensino ainda enfrenta problemas de evasão e o maior desafio consiste em conciliar os atuais problemas das universidades com o mercado financeiro e com o corpo docente.
Em primeiro lugar, é crucial resolver o desafio composto pelos problemas das instituições de ensino que as impedem de receber os alunos e mante-los. De acordo com dados divulgados pelo INEP, em 2016, cerca de 3 milhões de estudantes abandonam as faculdades anualmente. Essa questão é causada, em grande medida, pela falta de assistências estudantis como vale alimentação, transporte e moradia, dificuldades em estabelecer um ensino inclusivo e a inflexibilidade das instituições no que se refere ao ensino e à carga horária. Dessa forma, é inquestionável que os problemas das universidades afugentam boa parte do grupo que elas deviam atrair.
Somando-se a isso, existem os desafios enfrentados pelos estudantes que, muitas vezes, os impedem de continuar com os estudos. As dificuldades em pagar as mensalidades, falta de apoio dos pais, impossibilidade de conciliar a vida profissional com a pessoal e estudantil, jornadas intensas de trabalho, todos esses pontos compõem o desafio da permanência no ensino, tudo isso associado a incerteza que o mercado oferece, pois, segundo o portal BBC Brasil, grande parte dos formandos não encontram trabalho na mesma área. Destarte, percebe-se que o dilema vivido pelos docentes é um importante fator na evasão universitária.
Torna-se evidente, portanto, que para estimular o crescimento intelectual da população brasileira e para diminuir a evasão, medidas devem ser tomadas. Em primeiro lugar, cabe ao Ministério da Educação aumentar os auxílios, o panorama de atuação de cada profissional e a flexibilização do sistema, devem também diminuir a burocratização do setor. Isso deve ser feito com o aumento do investimento nas assistências e incentivo a pesquisa e desenvolvimento de práticas mais abundantes de ingresso no mercado de trabalho. Além disso, deve-se diminuir a rigidez em relação ao estudante e ao mercado empregatício, essas atitudes podem ser tomadas pelo MEC e, juntas, vão transformar a educação superior nacional em um ensino mais atrativo e menos repulsivo.