Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 10/09/2019
O Período Napoleônico foi um marco crucial para a sociedade, dado que a sua influência geopolítica foi responsável pela adoção de medidas sociais e educacionais pela Europa e, posteriormente, o mundo todo, como por exemplo a criação de universidades públicas e o financiamento de instituições privadas de Ensino Superior. Tal fato viabilizou o surgimento de tecnologias como o submarino, a comida enlatada, o telégrafo óptico, entre outros, uma vez que o aumento da qualidade acadêmica francesa viabilizou a produção de pesquisas. Não obstante, fatores como desigualdade social, falta de suporte acadêmico e o crescente desemprego favorecem o aumento da taxa de evasão universitária nacional, e, consequentemente, impede o Brasil de desenvolver-se em um nível semelhante a França. A priori, o precário ensino de base público e a baixa renda média brasileira impede a integração do indivíduo no cenário universitário, dado que o atual modelo de ensino falha em educar adequadamente os alunos e, posteriormente, obriga-os a abandonar o curso superior por não terem o devido preparo acadêmico. Além disso, o Ministério da Educação aponta que 75% dos casos de evasão estão relacionados a questão financeira, pois o alto custo das zonas de habitação próximas dessas instituições e a mensalidade elevada das faculdades privadas, torna as universidades um espaço socialmente elitizado e, portanto, impede a integração de camadas populares nesse ambiente.
A posteriori, a instabilidade do mercado de trabalho afasta estudantes de concluírem suas graduações, uma vez que questões como a resistência na contratação de funcionários sem experiência prévia, a recessão econômica nacional a falta de investimentos em setores de caráter científico e industrial, entre outros, reduzem a oferta de empregos que requerem formação superior. Empresas como Uber, Uber Eats, IFood, Aiqfome e 99Taxi fornecem uma base salarial sólida para seus funcionários quando comparado as possibilidades relacionadas ao curso optado pelo aluno, sem que haja exigência de conclusão acadêmica, o que desmotiva a permanência deles em universidades.
Em suma, é imprescindível que o Estado proporcione um incentivo financeiro aos estudantes de graduação e pós-graduação, a fim de que consigam permanecer nas universidades. Outrossim, é essencial que o governo por meio do Ministério da Educação invista no ensino público para preparar os estudantes para o curso superior, uma vez que segundo o filósofo grego Aristóteles, a educação é a única maneira de preparar o cidadão para a vida em sociedade.