Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 03/09/2019
No “Mito da Caverna” de Platão, o escravo, após se libertar das correntes, sai da caverna entrando em contato com o mundo real e percebe que o que ele conhecia enquanto prisioneiro eram apenas imagens distorcidas da realidade. De foma análoga, a educação representa a saída dos indivíduos da caverna oferecendo-lhes a quebra das correntes que os prendem na ignorância e a emancipação social. Sendo assim, os altos índices de evasão universitária vai de encontro com a analogia platônica sendo necessária, portanto, a análise dos desafios para a diminuição desse problema.
De início, cabe pontuar que a precariedade das universidades brasileiras é uma das causas da evasão. Nesse sentido, Karl Marx afirma que a infraestrutura determina a superestrutura, ou seja, a falta de planejamento na estrutura da instituição afeta consequentemente a aprendizagem do aluno levando-o à desistência do curso. Desse modo, algumas universidades, principalmente públicas e à distância, ao apresentarem insuficiências no que diz respeito à formação do esqueleto escolar, por exemplo na carência de equipamentos, desmotivam o estudante a permanecer na graduação.
Ademais, os custos necessários para o mantimento na universidade somados as diferenças de classes são outras causas que influenciam na evasão. Segundo dados do Ministério da Educação de 2017, dentre os estudante negros, 54% saíram da faculdade e entre os brancos essa taxa cai para 41%. Nesse prisma, devido a concentração de renda ao longo da história, os negros muitas vezes devem tentar conciliar trabalho e escola diferentemente da maioria dos brancos e, portanto, tal dificuldade resulta na evasão universitária.
Destarte, os desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil devem ser atenuados. Cabe, assim, ao Ministério da Educação o papel de fornecer apoio financeiro à estudantes mais pobres e a implementação de melhorias na infraestrutura da universidades públicas e isso pode ser feito através do facilitamento da entrega de bolsas estudantis com maior número de vagas nas cotas e, ainda, por meio de parcerias com instituições privadas no mercado de trabalho que, por um lado, permitiria a arrecadação de verbas voltadas para a educação e por outro, a melhor qualificação dos futuros profissionais desse mesmo mercado. Tais medidas mitigarão a evasão universitária garantindo o desenvolvimento pleno das sociedades e do país.