Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 04/09/2019

O mercado de trabalho exige uma qualificação profissional e, consequentemente, uma formação acadêmica. Nesse âmbito, percebe-se, no Brasil, uma cultura de sair da escola e, em seguida, já ingressar no ensino superior. No entanto, o ensino básico apresenta duas falhas geradoras de uma evasão universitária e que tornam a redução dos índices desse problema um desafio.

Sob esse viés, cita-se como o primeiro erro das escolas a deficiente formação dos alunos. Dessa maneira, muitos discentes saem do ensino médio sem a capacidade de realizarem contas básicas ou com dificuldade de fazer uma interpretação textual correta. Essas, são ferramentas importantes que os novos universitários, na maioria das vezes, não possuem. Assim, os estudantes apresentam dificuldades de acompanhar as exigências e complexidades de uma graduação e se veem na necessidade de desistir do curso escolhido.

Outrossim, a falta de uma orientação vocacional, durante o ensino básico, é outra falha que promove a evasão. Tal afirmativa concretiza-se, pois o aluno, no seu terceiro ano do ensino médio, na pressão de passar no vestibular opta, muitas vezes, pelo curso que é aprovado. Porém, ao chegar na faculdade e vivenciar os primeiros semestres, boa parte dos discentes descobrem que não é aquela formação que desejam. Com isso, a única opção que resta é abandonar o curso escolhido. Contribuindo, dessa forma, para a constância dos elevados índices do abandono universitário pelos estudantes.

Portanto, com o intuito de eliminar os desafios apresentados e reduzir os números de evasão universitária são necessárias melhores ações das escolas. Primeiramente, o ensino básico deve incentivar mais o estudo entre os seus alunos aplicando constantemente pequenos testes de matemática básica e interpretação textual, além de promover apresentações de trabalhos, com o intuito de capacitar os seus discentes para o ensino superior. Para mais, as instituições de ensino básico devem contratar psicólogos para que esses, ao longo do último ano do ensino médio, realizem orientações vocacionais com os alunos, para que se evite uma possível frustração com o curso escolhido e seu abandono.