Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 06/09/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), assegura a todo cidadão o direito à vida, à cidadania e ao bem-estar físico, psíquico e social. No entanto, o cenário visto pelos desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária, no Brasil, impede que isso aconteça na prática devido às taxas relevantes de desistências dos cursos universitários, nos últimos anos, e da crise econômica interligada à inadimplência na rede privada.

Cabe, a princípio diagnosticar uma das causas desse problema. Para o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que conhecer o contexto que se encontra, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de que certos setores da sociedade melhorem, a exemplo dos recursos destinados para o ensino superior, com o intuito de manter os bolsistas e não bolsistas nos cursos, pois a desistência por falta de dinheiro ou incapacidade de conciliar o trabalho com o estudo é consequente.

Ademais, convém ressaltar, também, a Constituição Cidadã, em vigor até os dias atuais, como uma das razões para a permanência desse trastorno. Nessas perspectiva, conforme o pensamento de Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, de que a política existe para garantir a igualdade e felicidade de todos, encontra-se deturpado no país, haja vista a dificuldade do acompanhamento escolar e inadimplência dos alunos, que resultaram no abandono do curso ou troca da instituição de ensino.

Diante dos fatos supracitados, portanto, faz-se necessário que o governo, em parceria com o Programa de Universidades para Todos (ProUni), financie projetos relacionados aos índices da evasão universitária, por meio de verbas governamentais e de uma ampla divulgação midiática que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates sociais. Além disso, é de suma importância  que as faculdades privadas renegociem os valores dos seus cursos e bolsas, com o intuito de combater o desafio, amenizar as consequências negativas e garantir o bem-estar para todos.