Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 04/09/2019

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - determina como dever do Estado proporcionar educação pública de qualidade para todos os cidadãos. Esse direito começa na infância e se estende até o ensino superior. Embora muitas vezes de baixíssima qualidade, o ensino superior no Brasil existe de forma gratuita, mas mesmo assim os indicies de abandono são gigantes. Entre as causas desse fato estão a falta de recursos e assistências e até mesmo motivos trabalhistas. Nesse sentido, torna-se impreterível discutir acerca dos desafios para a diminuição dos indicas de evasão universitária no Brasil.

É pertinente, de início, ratificar a falta de recursos e assistencialismo como fator propulsor da saída dos estudantes do campo do ensino. Ainda que haja universidades públicas neste pais, apenas o abono das mensalidades não se tornam suficientes para manter um estudante ativo no seu curso. Esse precisa de alimentação, transporte e instrumentos de estudos que custam caro. Todos esses elementos associados, fazem com que o custeio da educação torne-se alto impedindo que muitos discentes consigam se manter nos centros universitários. Com isso, fica evidente a urgência em haver bolsas de auxílio estudantil eficazes para todos os universitários que necessitam.

Em segundo lugar, mas não menos importante, é válido ressaltar a necessidade em dispor de atenção especial aos estudantes que também executam função laboral. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 52% dos universitários brasileiros trabalham e estudam. Muitos desses, mantém bolsas integrais ou parciais em instituições privadas e precisam trabalhar para se sustentarem no curso. Entretanto, essa dupla jornada exaustiva estimula a desistência do aluno. Logo, haver leis que protejam e facilitem a relação trabalho-estudo, faz-se uma medida urgente.

É fundamentar, portanto, alterar a realidade apresentada a fim de se viver em consonância com a Constituição Federal. Destarte, é papel do MEC alterar e aperfeiçoar a forma de disponibilização dos auxílios estudantis. A melhoria desse sistema se dará através da disponibilização de um maior número de bolsas além da continua fiscalização dos benefícios concedidos vistoriando sempre o desempenho escolar, condição financeira e de sobrevivência do discente. Além disso, é dever do legislativo propor leis que diminuam a carga horária dos cidadãos que trabalham e estudam concomitantemente. Com a elaboração de leis específicas, o número de horas disponibilizadas aos trabalhadores a fins estudantil aumentarão. Essa medida também tem por objetivo aumentar a qualidade e garantir a continuidade do estudo para aqueles que serão aferados - os trabalhadores. Assim, se proporcionará independência financeira para os estudantes juntamente com capacitação técnica e profissional para o país.