Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 04/09/2019

A principal fonte de desenvolvimento científico no Brasil é as universidades. Essas instituições compõem o tecnopolo brasileiro de produção e aperfeiçoamento tecnológico. Entretanto, atualmente, tem crescido problemas relacionados à evasão universitária no país. A esse respeito, dentre os principais desafios para a minimização da temática estão a incapacidade de alguns jovens de se adaptarem à rotina de estudo e a defasagem na metodologia de ensino.

A princípio, é válido ressaltar a dificuldade de parte dos alunos em conciliar sua rotina com as exigências da universidade como principal causa da evasão em cursos superiores no país. Sob esse viés, muitos jovens, ao ingressarem na faculdade, não se encontram adaptados à dinâmica de empenho exigida na graduação. Essa situação é agravada quando o aluno precisa aliar os estudos às obrigações do lar, como trabalho e auxílio familiar. Nesse sentido, segundo pesquisas do Ministério da Educação, dos casos de evasão, 31% estão ligados à incapacidade do acadêmico de acompanhar o ritmo da universidade. Esse cenário se relaciona à falta de assistência pela instituição, como ausência de apoio psicológico, inflexibilidade de horários e inexistência de orientação pedagógica, tornando a rotina de estudos cada vez mais desgastante para o indivíduo. Desse modo, por não dispor desse apoio sobre como lidar com essas dificuldades, o recém universitário acaba optando por deixar o curso.

Outrossim, tem-se como fator potencial para a evasão universitária a maneira como são ministrados os conteúdos, bem como a metodologia de ensino ineficiente de boa parte das instituições de curso superior. À vista disso, para o filósofo São Tomás de Aquino, a qualidade do ensinamento está fundamentada no diálogo e interação entre palestrante e ouvinte. Sobre essa perspectiva, ao analisar a programação didática de algumas universidades brasileiras, percebe-se uma contradição com o pensamento proposto. Isso porque, em muitos desses ambientes, as aulas são ministradas sem que haja o debate e interação entre aluno e professor. Exemplo disso é o método PBL presente em algumas entidades de nível superior que, por incentivar a aprendizagem autônoma do aluno, dificulta a sua adaptação  inicial, podendo gerar o desapreço pelo curso e o abandono da graduação.

Destarte, para minimizar a problemática no Brasil é necessário que o Governo Federal, na figura do Ministério da Educação, reformule a metodologia de educação pública no país, de forma a elevar o rendimento das turmas de ensino superior no país. Isso pode ser feito por meio da programação de aulas interativas, como uso de jogos, filmes e dinâmicas, de modo a possibilitar maior aproveitamento dos conteúdos ministrados e a participação direta dos alunos. Essas medidas têm a finalidade de diminuir os casos de evasão e aumentar a eficiência do ensino superior brasileiro.