Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 06/09/2019
O acesso à educação é indispensável para o desenvolvimento de um país e de seus residentes. Este acesso é amparado pela Constituição Federal do Brasil de 1988, no qual obriga, formalmente, o Estado a garantir a educação para a população. Entretanto, há diversos desafios que atuam na evasão dos estudantes das universidades brasileiras, sendo eles o racismo estrutural e o desemprego.
De acordo com pesquisas realizadas pelo Ministério da Educação, mais de 115 mil bolsistas vias ProUni já saíram das universidades por evasão, sendo a maioria negros e pardos. Esse dado mostra um reflexo do racismo estrutural na sociedade brasileira e como ele acaba interferindo em vários setores do país, como é o caso da educação de nível superior. Dessa forma, esse mal social contribui de forma direta para a marginalização dos povos negros e pardos, dificultando sua entrada e, principalmente, sua permanência nas instituições de ensino devido ao desemprego que os afetam de forma mais severa.
Segundo o IBGE, no Brasil há 12,8 milhões de desempregados. O desemprego como um todo, afeta todas as classes sociais do país. Quando um estudante que integrou-se em uma escola de ensino superior der de frente com o dilema de escolher entre trabalho e estudos, a maioria escolherá o trabalho, tendo em conta o quão difícil estar conseguir emprego nos dias atuais. Essa “escolha obrigatória” entre trabalho e escola, por razões econômicas, não deveria existir e com certeza aumenta a evasão universitária.
Dado o exposto, pode-se concluir que é necessário a atitude das instituições de ensino para adivertir, conscientizar sobre o racismo estrutural, para assim desenvolver uma sociedade livre de preconceitos. Adicionalmente, é necessário também que o Governo Federal ampare trabalhadores estudantes e invista em auxílios estudantis para ajudar nos gastos durante a faculdade. Dessa forma, a evasão nas universidades brasileiras poderá ser amenizada e, por fim, combatida.