Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 08/09/2019
No período joanino, criaram-se as primeiras universidades brasileiras. Desde então, o número de vagas do ensino superior cresceu exponencialmente. Contudo, pode-se dizer que também há um crescimento dos índices de evasão universitária no Brasil, já que, conforme o INEP, esse dado foi de aproximadamente 50% nos últimos anos. Assim, é válido afirmar que alguns fatores mentais e financeiros são os principais desafios para a diminuição dessas taxas.
É necessário analisar, antes de tudo, como a questão mental dos universitários influencia o abandono dos cursos. De fato, conforme artigo publicado em periódico da Universidade Federal de Santa Catarina, a exacerbação das tarefas acadêmicas pode ocasionar quadros da Síndrome de “Burnout” - caracterizada por exaustão emocional. Some-se a isso as excessivas cargas horárias e as dificuldades em acompanhar as aulas e as avaliações devido a um ensino básico deficitário. Multiplique-se pela incerteza quanto a profissão e somente um resultado pode ser obtido nessa equação: o desejo de desistir.
Convém considerar ainda a situação financeira dos estudantes como desafio para a diminuição da evasão acadêmica. De certo, em razão da crise econômica brasileira, houve um racionamento dos recursos destinados às universidades. Um exemplo é a suspensão de bolsas cedidas aos pesquisadores universitários, como noticiado pela mídia televisiva. Atrelada a falta de recursos, a impossibilidade de manter um emprego para o próprio sustento em decorrência da alta carga horária do curso gera o ciclo de desemparo econômico, dificuldade emocional e evasão. Percebe-se, então, certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esses problemas e seus efeitos.
Fica evidente, portanto, que o contexto mental e financeiro são impasses na redução da evasão universitária. Dessa forma, é imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) crie um programa de apoio psicológico para universitários em período integral e em todos os campi. Para isso, o MEC deve ofertar um projeto de extensão com bolsas para graduados e graduandos de psicologia que se disponham em atender o corpo acadêmico e, assim, amparem de forma psicossocial os estudantes e encaminhem para programas sociais do Governo aqueles que estão em situação de vulnerabilidade econômica. Dessa maneira, o meio universitário criado no período joanino continuará formando profissionais que contribuam para a sociedade.