Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 08/09/2019
Dentre as inúmeras imposições sociais hodiernas, um currículo impecável é um dos fatores mais importantes para que o indivíduo consiga uma boa colocação no mercado de trabalho. Para realizar tal feito, ter uma graduação tornou-se algo fundamental, o que gerou ao longo do tempo, a mentalidade de obrigatoriedade da realização de uma graduação na sociedade brasileira. No entanto, a realidade impede que muitos brasileiros consigam terminar a faculdade, seja por falta de recursos financeiros, seja por não terem a expectativa atingida pelo curso, o que gera um significativo aumento na taxa de evasão universitária no Brasil. Nessa perspectiva, convém ressaltar os entraves vinculados a essa inercial problemática, bem como subterfúgios para a resolução dos mesmos.
Em primeira análise, é importante destacar a falta de um sistema educacional mais efetivo desde o ensino de base para os alunos do ensino fundamental e médio. Para o educador brasileiro Paulo Freire, “Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Nesse sentido, o modo arcaico de ensino nas escolas brasileiras não possui conteúdo programático que instrua devidamente os jovens estudantes à respeito do funcionamento do mercado de trabalho e que os estimulem em suas áreas de proficiência, fomentando a evasão das faculdades pela falta de conhecimento prévio e erudição dos jovens recém formados.
Faz-se mister,ainda, salientar a má gestão governamental referente aos gastos universitários como impulsionador do problema. Segundo o pastor protestante Martin Luther King, “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar”. Sob esse viés, a gestão de recursos voltados a educação superior não possui enfoque no que tange o apoio financeiro à alunos em situação financeira crítica, o que torna para essa pessoas sem alicerces financeiros, a realização de uma graduação muito mais penosa e instiga a elitização do sistema de ensino superior, aumentando ainda mais o enorme buraco de desigualdade existente no país.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser cumpridas para que os entraves vinculados a esse problema sejam solucionados. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação implementar na grade curricular do ensino de base, aulas elucidativas e materiais didáticos que ensinem aos alunos o necessário sobre mercado de trabalho e cursos de graduação, à fim de que os jovens posteriormente formados estejam devidamente preparados para o que irão enfrentar e os incite a terem contato com a área que melhor se adequa a suas proficiências. Na questão orçamentária, torna-se imprescindível que políticas mais enérgicas referentes a inclusão de pessoas de baixa renda sejam executadas, garantido o acesso a moradia e alimentação com custos reduzidos, diminuindo a chance de evasão das mesmas.