Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 11/09/2019

No século XXI, o Brasil é um dos países que tem maior participação do PIB investido na educação, sendo mais de 5% de acordo com o IBGE. No entanto, esse capital direcionado para essa área não reflete em melhorias no sistema educacional, visto que os cidadãos sofrem para manter-se no ensino superior. Isso ocorre devido ao aperto financeiro vivenciado pelas pessoas, além da fraca estruturação dos colégios.

Nesse sentido, vale destacar que a instabilidade econômica dificulta a permanência dos indivíduos em universidades de rede privada. No ano de 2008, uma grave crise ocorreu no setor imobiliário e gerou a diminuição do poder de compra dos brasileiros, além de menores oportunidades de empregos. Desde então, as pessoas têm encontrado limitações para adquirir uma estabilidade financeira, devido à essa crise. Com isso, o dinheiro destinado para pagar a faculdade fica destinado para serviços de mais urgência, como as contas de casa.

Além disso, a precariedade do ambiente escolar desestimula a continuidade dos alunos nesse local. Segundo dados do UOL, apenas 25% dos centros educacionais de rede pública possuem condições necessárias para abrigar estudantes. Desse modo, ao não terem uma aprendizagem adequada, os indivíduos perdem o engajamento para manter a educação como algo prioritário para vida. Nesse cenário, é importante a criação de mecanismos para estreitar os laços entre colégio e aluno.

Portanto, medidas são necessárias para impedir a continuidade dessa situação. O Ministério da Educação deve promover uma reestruturação do sistema de ensino, por meio da adequação de salas, com a climatização do ambiente, presença de carteiras confortáveis e quadros dimensionados, a fim de estimular o desenvolvimento dos cidadãos. Além disso, cabe a esse mesmo ministério ampliar a acessibilidade de pessoas de baixa renda, por intermédio de alterações no programa do FIES, com a presença de taxas menores e maior diversidade de formas de pagamento, como carnês e também cartão de crédito. Só assim, os efeitos da crise de 2008 não afetarão mais o Brasil.