Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 12/09/2019
Conforme dados do IBGE, a renda média do brasileiro com ensino médio é três vezes menor em comparação aos que possuem ensino superior, indicando a importância da formação no mercado de trabalho. Entretanto, nota-se relevante evasão universitária no Brasil, apesar da promessa de maior remuneração. Dessa forma, é pertinente a discussão para diminuição dessa realidade.
Nesse contexto, segundo Mozart Neves do Isto É, poucos chegam com ensino básico apropriado. Logo, enfrentam dificuldades de aprendizagem, muitas vezes, não acompanhado as grades disciplinares. Além disso, devem escolher precocemente qual carreia seguir, causando sensação de desconforto no ambiente universitário e possivelmente visão de incapacidade.
Ademais, existe o anseio de renda no início da idade adulta. Uma vez que, em um cenário de crise financeira, famílias menos abastadas não podem manter o aluno. Portanto, opta-se por uma ocupação que traga retorno imediato, adiando – assim - a entrada ou permanência do discente no mundo acadêmico.
Por conseguinte, o Ministério da Educação deve implementar, portanto, as reformas educacionais no ensino básico que garantam a aprendizagem necessária, aliado à união da formação técnica durante o ensino médio – a exemplo dos Institutos Federais - com os cursos de graduação, visto que, a presença no mercado de trabalho garante contato desde o início com a profissão, permitindo familiarização, além de promover renda. Sendo assim, com a “pré-instrução” o jovem terá na sua grade curricular tempo – e carga horária – destinados aos estágios remunerados já no primeiro período, por meio de acordos com o setor privado. Por fim, os acadêmicos terão estímulos e os preparos requeridos, diminuindo sua evasão.