Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 29/10/2019

A Constituição Federal de 1988 tem como um de seus pilares o direito à educação, tendo em vista a importância dessa concessão para o desenvolvimento intelectual de qualquer indivíduo.Nesse sentido, uma vez que, na contemporaneidade, a evasão universitária é uma realidade no Brasil, o Estado falha em oferecer condições para resolver esse problema.Dessa forma, o impasse está diretamente ligado à falta de apoio aos estudantes e a existência de um modelo de ensino estagnado.

Em primeira análise, é indubitável o papel da ausência de um suporte aos universitários na perpetuação desse problema.Segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, cerca de 58% dos estudantes do FIES estão inadimplentes,sendo esse um dos maiores problemas enfrentados pelos alunos.Sob tal ótica, pode-se afirmar que uma ideal formação dos cidadãos não é uma prioridade do Estado brasileiro, tendo em vista o alto número de estudantes com problemas financeiros, potencializando as taxas de evasão.

Em segunda análise, é valido salientar a existência de um modelo de ensino estagnado em algumas universidades.O universitário ingressa na instituição de ensino com o objetivo de se formar com um emprego garantido no mercado de trabalho, porém essa não é a realidade hodierna regida pela industria 4.0, que demanda profissionais com habilidades que não são ensinadas , como resolução de problemas, liderança e inteligencia emocional.Seguindo essa linha de pensamento, pode-se constatar que grande parte dos jovens, ao se depararem com essa realidade, não enxergam perspectivas no ensino formal, aumentando a evasão universitária.

Portanto, é fundamental que o Estado tome providências para superar essa problemática.Para tanto, urge que o MEC, por meio de verbas governamentais, promova uma ajuda financeira aos estudantes, reduzindo taxas de juros de financiamentos e promovendo uma maior tranquilidade financeira aos alunos, com o objetivo de mitigar as evasões.Paralelamente, as instituições de ensino superior, por meio de palestras e oficinas, deveriam capacitar os universitários para o novo mercado de trabalho e suas demandas, com a finalidade de aumentar suas chances de obter um emprego, promovendo a permanência do estudante na instituição.Só assim, um dos pilares da Carta Magna de 1988, o direito à educação para todos, será cumprido de forma eficiente, contribuindo para uma sociedade mais justa para todos.