Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 15/09/2019

Nos Estados Unidos, várias universidades adotaram um sistema de auxílio juvenil, como, por exemplo, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Desse modo, estudantes do país inteiro são atraídos para essas instituições que oferecem ajuda mútua até que o indivíduo encontre um trabalho dentro da própria universidade. No Brasil, tal óptica acaba sendo idealizada, uma vez que, o número de evasões universitárias vem aumentando nos últimos anos. Porquanto, a falta de preparo psicológico dos alunos, somado com as dificuldades de se manterem nas instituições, acabam contribuindo para o aumento desse número vigente no país.

Em primeiro lugar, vale destacar que, os jovens brasileiros estão concluindo o ensino médio próximo dos dezoito anos de idade. Segundo uma pesquisa divulgada em 2014, pelo site “G1”, especialistas confirmaram que o cérebro humano só está “finalizado” aos 21 anos de idade, em média. Dessa forma, os estudantes do terceiro ano do ensino médio estão tendo que escolher pelos seus cursos de graduação cedo demais, sem possuir plena consciência das suas escolhas, fato comprovado pela evasão universitária. Assim, consoante uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), cerca de 15,5% dos universitários abandonam seus cursos por acabarem se decepcionando e observando que tal curso não é o ideal para eles.

Contudo, o problema da evasão vai além, diferentemente dos Estados Unidos, o Brasil não possui fundos monetários para promover um auxílio estudantil. Por conseguinte, os indivíduos acabam largando suas graduações por terem a necessidade de trabalhar para se manterem vivos. Além disso, os poucos que conseguem conciliar estudos e trabalho, por consequência disso, acabam tendo poucas horas de estudos propriamente dito, o que proporciona profissionais incapacitados para atenderem a sociedade.

Em suma, o problema está inserido na sociedade e deve-se criar e adotar medidas para amenizar a situação. Portanto, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação (MEC), devem promover bolsas de auxílio estudantil, por meio de verbas governamentais que assegurem essa ajuda aos jovens. Assim, tendo como finalidade, promover um estudo mais digno e eficiente, os jovens poderão dedicar dos seus dias mais horas para os estudos, o que contribuirá para sociedade futura. Dessa forma, se devida medida for adotada, espera-se uma diminuição de casos de evasão, tão bem como, profissionais mais qualificados para atuarem na sociedade brasileira.