Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 15/09/2019
A Universidade pode ser um ofício que consiga neutralizar a disparidade socioeconômica existente no Brasil. No entanto, de acordo com o INEP (Instituto Nacional de Estudo e Pesquisa), mais de 3 milhões de estudantes desistem, todos os anos, de seus respectivos cursos. Dessa forma, ao analisar tal cenário, conluie-se que esse problema é causado não só pela inobservância estatal, mas também pela desigualdade. Com isso, é indispensável a utilização de meios que consigam provocar uma diminuição expressiva no que diz respeito às dificuldades enfrentadas para reduzir os índices de evasão universitária.
Em primeira análise, cabe pontuar que a Constituição Federal foi elaborada com o intuito de proporcionar o bem-estar social para todos os cidadãos. Contudo, é visível que o Poder Público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que inúmeros alunos do ensino superior se veem obrigados a deixarem seus cursos. Seguindo essa lógica, percebe-se que o estado, mesmo proporcionando bolsas e auxílios, falha em dar prosseguimento à manutenção dos estudantes, pois tais ações, apesar de serem de grande ajuda, são irrisórias diante do número de pessoas ativas nas Universidades e os custo de vida desses indivíduos. Por esse motivo, percebe-se que essa inaceitável situação de vulnerabilidade, configura uma desvalorização descomunal e que, em vista disso, deve ser modificada em todo o território nacional.
Dessa maneira, ao analisar a ótica sob a qual esses discentes estão submetidos, torna-se ainda mais evidente que o cerne desse entrave, de fato, é a disparidade socioeconômica. Com base nisso, é possível afirmar que os protagonistas desse cenário calamitoso são os mais pobres pois, de acordo com a Universia Brasil, a falta de recurso e assistência são fatores decisivos, mesmo que existam iniciativas governamentais dedicadas a esse setor. Por conseguinte, vê-se que é indispensável que as autoridades competentes transformem tal estado mais justo.
Portanto, é imprescindível que ações sejam tomadas, de modo a desnutrir a questão e restabelecer a ordem. Logo, o Governo Federal, por meio de parcerias com empresas que possuem cunho filantrópico, deve criar um fundo de capital exclusivo para ações auxiliadoras e, com a ajuda financeira dessas instituições privadas, será possível reduzir os índices de evasão. Nesse sentido, o fito de tal iniciativa é ampliar os auxílios e atingir o maior número possível de estudantes que carecem de respaldos sociais, possibilitando o prosseguimento da vida acadêmica desse alunos. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois de acordo com Gabriel O Pensado “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.