Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 16/09/2019

De acordo com a “QS World University Rankings”, pesquisa britânica, o ensino superior brasileiro é destaque na América Latina. A maioria das representantes nacionais na lista são públicas, como a Unicamp e UFRJ, e são polos de desenvolvimento tecnológico e sociais essenciais para o país. Ainda assim, a taxa de evasão vem crescendo a cada ano devido à precarização de investimentos nas mesmas e à falta de oportunidade no mercado de trabalho. Haja vista o aumento de matrículas na Rede Federal, urgem mudanças para que o aluno se mantenha estudando.

Primeiramente, é importante notar que o congelamento de gastos discricionários feito em abril torna o ambiente universitário menos aprazível e acolhedor. Nesse contexto, o reitor e estudantes da UFF fizeram denúncias e se manifestaram pela insustentabilidade dos serviços da universidade, desde básicos de limpeza até congressos. Por certo, ainda que a qualidade do ensino permaneça, devido aos mais que competentes professores, a infraestrutura é debilitada e faz com que estudantes infelizmente busquem outras alternativas. Portanto, é nítido que as políticas públicas do governo vigente não colaboram com o contexto acadêmico do país e prejudicam a formação dos futuros profissionais.

Além disso, em um cenário mais abrangente, a maioria dos universitários brasileiros estudam em instituições privadas de acordo com a ABRES, e muitos precisam trabalhar para pagar pelo ensino. Tais condições atribulam a permanência dos alunos devido à falta de oferta de trabalho. Segundo uma pesquisa do IBGE, quase metade dos formados em nível superior empregam em em postos de menor qualificação. Dessa forma, o esforço em se manter na universidade privada não é compensado e facilita a desistência.

É visível que, para o futuro profissional do país, o estudante precisa ser incentivado a seguir sua formação superior. Assim sendo, o povo deve se unir e manifestar nas ruas e exigir do governo atual uma melhor administração do dinheiro público para priorizar o investimento na educação e respeitar as instituições universitárias pois existem muitos outros gastos menos relevantes, como os diversos auxílios dos deputados brasileiros. Cabe também às coordenadorias investirem em direcionamento profissional, para que o aluno possa ter metas de trabalho realistas e condizentes com seus objetivos para, então, não desistir. É dessa maneira que será possível construir um futuro profissional de excelência e ser cada vez mais reconhecido nas pesquisas internacionais.