Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 17/09/2019

Na atual sociedade brasileira, a evasão universitária ainda é uma adversidade, pois além de levar os jovens a problemas futuros como, por exemplo, financeiros, a evasão também atrapalha o desenvolvimento do Brasil, de tal forma que, todos os países mais desenvolvidos do mundo têm um elevado índice de educação universitária.

Nesse contexto, caso queira sanar o problema da evasão, o Brasil precisa investir mais, já que em 2014 apenas 5,4% do PIB foi investido em educação, segundo dados da OCDE. No caso, por exemplo, da Noruega, primeira colocada no ranking de IDH, o gasto é de 7,6% do PIB em educação e tem entre os jovens de 25-34 anos, 48% cursando faculdades, segundo dados da OCDE, enquanto no Brasil, apenas 18,1% dos jovens entre 18-24 anos estão cursando ensino superior, segundo dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios).

Sendo assim, seria muito importante que o país aumente o investimento em educação, principalmente em bolsas de estudos, tendo em vista que, segundo a Pesquisa do Perfil Socioeconômico dos Estudantes das Universidades Federais, aponta que 70,2% dos estudantes das federais brasileiras são de baixa renda, com renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo por mês, ficando visível que grande maioria necessita de ajuda financeira para se manter durante a graduação.

Sob essa ótica, outra preocupação relevante é o que diz respeito aos trabalhadores, já que abandonar a graduação pode levar a futuros problemas financeiros, tal como mostrado nos dados do IBGE, que pessoas com diplomas universitários ganham 2,5 vezes mais do que alguém com ensino médio. Além disso, outro agravante é a condição socioeconômica da população brasileira, que ainda sofre com o desemprego, atualmente em 11,8% segundo dados do IBGE, impossibilitando o pagamento de mensalidade das faculdades particulares e a manutenção do custo de vida durante a graduação em universidades públicas.

Portanto é de extrema importância que o Governo, junto ao Ministério da Educação, tome medidas o quanto antes, como, por exemplo, a ampliação de vagas nas universidades federais, para que mais jovens possam ter a oportunidade de ingressar no ensino superior gratuito. Outra providência importante que o Ministério da Educação poderia fazer, seria o aumento da ajuda financeira para os alunos das universidades públicas, visto que a maioria dos alunos desistem por problemas financeiros, pois não conseguem conciliar trabalho e estudo.