Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 20/09/2019
Em Março de 2019 o Governo Federal anunciou o bloqueio de 5,8 bilhões na área da educação, ação efetivada pelo Decreto 9.741/19. Tal fato influencia, negativamente, a presença de altos índices de evasão universitária no Brasil, o que tornou-se uma problemática de enorme relevância social. Sob esse aspecto, é imprescindível a discussão acerca dos principais desafios para atenuar esse impasse na contemporaneidade.
Mormente, o sucateamento financeiro do âmbito educacional corrobora o afastamento dos indivíduos das faculdades, em razão de provocar má qualidade do ensino e insatisfação popular. Nesse sentido, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas -INEP-, a evasão nas universidades públicas corresponde a 21% dos casos, sendo 25% nas instituições privadas presenciais e 39% nas distanciais, algo alarmante que denota ampla defasagem da educação brasileira. Sendo assim, é inaceitável que um Estado, oficialmente democrático, não forneça o devido apoio para que todos universitários concluam o curso escolhido.
Em segunda análise, todo esse cenário é intensificado por um contexto de crise socioeconômica no Brasil, que afeta, diretamente, todas as instâncias de ensino e prejudica diversas pessoas no que tange ao ferimento do seu direito à educação. Nessa perspectiva, as universidades públicas são penalizadas pelos cortes de verbas e as particulares sofrem com a dificuldade dos estudantes sustentarem as mensalidades. Portanto, é inadmissível um país signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos não garantir, minimamente, a segurança estudantil nacional.
Diante dos argumentos supracitados, compreende-se a urgência de formas que visam reduzir os desafios relacionados à evasão universitária. Para isso, o Ministério da Educação deve arrecadar mais verbas e destiná-las ás instituições públicas de ensino superior, por meio do aumento de impostos das empresas privadas, o qual deve ser proposto, em caráter emergencial, na Câmara Legislativa, a fim de mitigar o sucateamento das universidades brasileiras. Ademais, o Ministério da Economia precisa promover programas sociais, mediante auxílio financeiro aos endividados do SERASA, realizado a juros zero para não comprometer a renda familiar, com o objetivo de mitigar as mazelas da crise econômica e permitir o ingresso e a permanência dos estudantes nas faculdades privadas.