Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 02/10/2019

O patrono da educação brasileira, Paulo Freire, afirma que, por meio da educação, o indivíduo seria capaz de reconhecer sua condição histórica, tomar controle da sua trajetória e se conscientizar acerca de sua capacidade de transformar o mundo. Entretanto, quando se observa a questão da evasão universitária no Brasil, é notório que tal ideário consta somente em teoria, seja por aspectos interpessoais, seja por políticas públicas ineficazes.

Em primeira análise cabe ressaltar que o imbróglio apresentado está relacionado a pouca identificação com o curso. Isso porque é inegável a existência de uma pressão social ao adentramento para o âmbito acadêmico. Desta forma, é acarretado o efeito evasivo devido a falta de pertencimento ou até mesmo em relação à estabilidade que determinada especialização pode abranger ou não.

Ademais, cabe pontuar, que o descaso governamental em relação às políticas públicas é um dos fatores centrais ao problema. Visto que, a existência de programas de permanência é de suma importância no período acadêmico, tanto por meio de bolsas, quanto na forma de financiamento, como é o exemplo do FIES. Logo, medidas como o bloqueio de verbas por meio de contingenciamento é um atentado não só à educação pública de qualidade, mas também às classes menos favorecidas socialmente.

Nesse sentido, faz-se necessário a adoção de medidas para o impasse em questão. Então, cabe ao Ministério da Educação, junto às escolas, realizar atividades de orientação vocacional aos indivíduos do ensino médio, isso com o propósito de evitar futuras frustrações com o curso. Ademais, o Governo Federal deve promover a asseguração de verba às políticas de permanência, além de investir em estudos e pesquisas sobre o fator motriz da evasão universitária para dessa forma compreender o problema. Assim, serão dados os primeiros passos para  o rompimento das amarras que tentam afundar a educação brasileira.