Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 24/09/2019

A primeira universidade brasileira foi a Escola de Cirurgia da Bahia, criada posterior à chegada da família real no país e frequentada apenas pelas elites. Nesse viés, apesar de atualmente o acesso à essas instituições ser democratizado, o elitismo universitário tem tornado-se realidade, seja pela falta de investimento ou pelas crises financeiras estatais. Logo, políticas de assistência estudantil urgem, no fito de evitar a evasão nesse ambiente.

Em primeira análise, pontua-se que o recesso economico no país está intimamente relacionado à evasão universitária, visto que muitos jovens, por meio do trabalho, arcam com os custos acadêmicos. Sob essa ótica, a alarmante situação de desemprego no Brasil permite que esses estudantes abandonem as universidades. Afinal, de acordo com o site G1, cerca de 13 milhões de brasileiros permanecem sem emprego. Sendo assim, cidadãos economicamente menos favorecidos são os principais alvos da crise, pois, sem recursos, são maioritariamente os que evadem das faculdades.

Além disso, a falta de assistencialismo estatal é notória, haja vista que muitos acadêmicos largam as universidades por falta de incentivos financeiros, como bolsas que auxíliem no sustendo dos mesmos. Nesse contexto, consoante ao pensamento de Kant e o conceito de ‘‘maioridade’’, o homem torna-se autônomo e livre de manipulações conforme desenvolve o senso crítico, por meio da educação. Sob essa perspectiva, a evasão dos brasileiros das universidades tem prejudicado o desenvovimento dessa criticidade e, analogamente, piorado o progresso da sociedade.

Diante dos fatos supracitados, é necessário que a União, junto ao Ministério da Educação, por meio da captação de recursos do Produto Interno Bruto, crie o ‘‘Incentivo Acadêmico’’ que será um auxílio, de um salário mínimo, disponibilizado a todos os universitários com renda inferior ao salário mínimo. Posto isso, estudantes economicamente vulneráveis  das instituições públicas e privadas serão estimulados a permanecer nas universidades, haja vista a ajuda governamental no sustento desses. Só assim, o elitismo desse âmbito será erradicado e o progresso perpetuado.