Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 17/10/2019

No início do século XIX, com a chegada da família real portuguesa, foi criada no Rio de Janeiro, a primeira faculdade de medicina do Brasil. Posteriormente, no ano de 1827, foram fundadas as primeiras faculdades de direito, as de São Paulo e do Recife, que se tornaram polos da intelectualidade do império. Hodiernamente, observa-se, por meio das mídias, televisivas ou sociais que o país enfrenta diversos problemas relacionados aos desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária. São fatores que contribuem para essa problemática, a falta de identificação com o curso escolhido, aliada ao baixo investimento público em políticas de apoio à permanência do aluno na graduação.

Nesse contexto, é oportuno frisar que o Estado falha na forma como promove o ingresso dos alunos nas instituições de ensino superior. Isso acontece porque o candidato à uma vaga universitária não tem contato previamente com o curso para o qual deseja entrar. Consequentemente, alguns desses calouros, ao ingressarem nas universidades, não se identificam com o curso e o abandona. Segundo a OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, cada aluno universitário custa ao país US$ 14,261 anuais, o que demonstra, dessa maneira, o prejuízo que a evasão universitária gera aos cofres públicos. Dessa forma, é primordial adotar novas formas de promover a interação do estudante com o ensino superior, ainda no ensino médio para diminuir esse revés.

Ademais, o baixo investimento em políticas de incentivo à permanência dos alunos nos cursos de graduação também aumenta os desafios para combater a evasão universitária no Brasil. Segundo Sir Arthur Lewis, ganhador do prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 1979, “educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.” Nessa lógica, investir em programas de apoio financeiro para estudantes universitários de baixa renda ratifica o pensamento do economista britânico, visto que, isso é planejamento estratégico para o futuro da nação. Portanto, é fundamental a dissolução dessa conjuntura, a fim de diminuir a descontinuidade dos estudos no ensino superior.

Diante desse cenário, é imprescindível a adoção de medidas para transpor os desafios que impedem a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, promover o contato dos alunos do ensino médio com o ensino superior, por meio de visitas às universidades públicas e privadas para que o aluno possa adquirir familiaridade com o curso no qual pretende ingressar. Para isso, o estudante pode, por exemplo, assistir algumas aulas, conversar com os graduandos, tudo isso em paralelo com o aumento de investimento público em bolsas de permanência no ensino superior para custear transporte, moradia e alimentação etc, a fim de minimizar o abandono do curso por não identificação ou falta de apoio financeiro.