Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 30/09/2019

O Brasil passa por um deplorável fenômeno, o alto índice da evasão universitária. No ano de 2018, o Censo da Educação disponibilizado pelo MEC constatou que em alguns cursos a taxa de evasão é igual a 50%, logo infere-se que este é um grande problema educacional. Diante disso, cabe analisarmos os empecilhos que influenciam o discente no abandono do curso ou à trancar a matrícula.

Ainda referente aos dados do MEC de 2018, o principal fator que influencia na evasão é: um ensino médio defasado, assim a falta de conhecimento básico necessário a cada curso, faz com que o discente não acompanhe as disciplinas e acabe reprovando mais de uma vez, esse processo culmina na desistência do curso.

Além disso, a necessidade financeira é forte influenciadora da decisão de abandono dos discentes, pois é improvável que um trabalho que atenda às necessidades de horário do estudante, tenha remuneração significativa. Dessa forma, programas de incentivo, como Fies e Pro Uni, e programas de bolsas oferecidas pelas universidades federais, estas que não superam o valor de 450 reais, não conseguem suprir todas as necessidades monetárias dos universitários.

Entendendo a urgência do atenuamento da evasão universitária, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com universidades federais, estaduais e particulares, conceber triagens para identificar defasagens educacionais e oferecer aulas de reforço de conhecimento básico com o objetivo de consolidar e preparar os alunos para o que é requerido pela Universidade. Ademais, o Poder Executivo deve colocar mais verbas nas universidades para que estas possam aumentar a quantidade e o valor dos programas de bolsas, de forma que estas supram a necessidade de ter uma remuneração externa. Baseando-se sempre na afirmação de Arthur Lewis, economista britânico, de que a educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido.