Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 29/09/2019

No que tange à evasão universitária, é pertinente afirmar que tal conjuntura converge às exigências da globalização, uma vez que o mercado de trabalho hodierno pleiteia profissionais cada vez mais capacitados e aperfeiçoados. No entanto, embora o Brasil tenha, gradativamente, aumentado ofertas ao ensino superior, mostra-se alheio às necessidades de manter os matriculados até a conclusão dos cursos. Sob tal ótica, é nítido que o sistema educacional brasileiro encontra-se não só sucateado, como também neutro em relação aos investimentos do Estado.

A priori, convém ressaltar que, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, 2018, os desistentes do ensino superior são, majoritariamente, advindos de escola pública. À sombra da estatística supracitada, é indubitável que a baixa qualidade do ensino médio ofertado aos mais pobres é causa basiliar no atual cenário do país, haja vista que é imprescindível não somente aulas de qualidade, mas também instrumentos lúdicos que despertem nos estudantes qual carreira objetivam seguir ulteriormente. Congruente a esse pensamento, é transparente sustentar que enquanto houver a prevalência do ensino engessado nas escolas brasileiras, a essência do aprender seguirá uma utopia.       Sob outro viés, é importante destacar que, entre estudar e obter renda para sobreviver, o estudante carente prioriza seu sustento em detrimento da sua capacitação intelectual. Dessa maneira, tais jovens decidem trabalhar e, por conseguinte, não tem tempo para se dedicar ao ensino superior e, então, abandonam de vez os estudos. Seguindo essa linha de raciocínio, pode-se testemunhar que o abandono do Estado em fornecer ferramentas básicas, como ambiente bem estruturado a aulas e programas assistencialistas, é fator mantenedor do fracassado quadro vigente.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de mitigar tal agrura. Para tanto, é fundamental que o Governo Federal atue junto ao Ministério da Educação. Ao primeiro, cabe disponibilizar bolsas assistencialistas aos estudantes de baixa renda, por meio de investimentos sólidos, com o fito de mantê-los até o fim da sua graduação, a fim de que tornem-se profissionais capacitados e ágeis no mercado de trabalho globalizado. Ao segundo, compete criar e instalar em todas as escolas, um projeto que traga profissionais de todas as áreas, durante o ensino médio, com o intuito de reduzir as taxas de evasão universitária pelo fato de não conhecer bem a profissão escolhida. À vista disso, será possível, progressivamente, reverter o presente contexto.