Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 30/09/2019

Promulgada em 1988, a Constituição Cidadã garante direitos essenciais à sociedade brasileira, tais como educação de qualidade, para a promoção de igualdade e bem-estar social. Entretanto, o cenário hodierno de evasão de alunos do ensino superior permite inferir que tais garantias estão corrompidas, por efeito não somente da escassez de investimentos estatais, bem como de um sistema educacional obsoleto.

A priori, convém destacar que, segundo a Fundação Getúlio Vargas, em 2016, mais da metade dos estudantes desistentes do graduação superior são de baixa renda, e tomam essa atitude devido à falta de incentivos financeiros, tais como bolsas de estudo e de permanência, que os auxiliem a se manter na universidade. Fica claro, em vista disso, que a pouquidade de ações monetárias governamentais tem levado o cidadão a priorizar o seu sustento em detrimento do seu conhecimento, assim como o obrigado a postergar sua qualificação, o que põe em xeque sua vida profissional.

De mesma forma, consoante ao sociólogo francês Émile Durkheim, a educação é uma das primordiais instituições sociais, pois fornece ao indivíduo infraestrutura para o exercício da cidadania e fomento de qualidade de vida. Sob essa ótica, é pertinente afirmar que, o abandono do curso superior reflete um ensino básico defasado e arcaico, seja pela falta de domínio dos saberes requeridos pelas instituições superiores, seja pela carência de orientações pedagógicas que direcionem o aluno pré-universitário à escolha consciente da profissão a ser seguida.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para mitigar tal agrura. Dessa maneira, para que se conserve o aluno na graduação, é crucial que o Estado amplie recursos financeiros, por meio de bolsas de iniciações científicas e de permanência, com o objetivo de amparar os discentes de renda vulnerável. Outrossim, para que haja maior integração entre os ensinos básico e superior, faz-se míster que o Ministério da Educação estimule a realização de feiras de profissões nas escolas, e crie secretarias de orientação vocacional, com o fito de nortear os futuros universitários, e prevenir futuras frustrações e desistências.