Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 01/10/2019
O filme “O menino que descobriu o vento” retrata uma história real de um garoto com um alto nível de inteligência chamado William, mas que não pôde continuar frequentando a escola pela falta de condições de seus pais. Nesse cenário, tal realidade retratada é de extrema recorrência no Brasil, uma vez que os índices de evasão universitária são bem altos, de acordo com o Ministério da Educação. Assim, a presença de um sistema que menospreza e elitiza alguns cursos paralelo com os baixos quadros socioeconômicos da população podem ser apontados como primordiais para que a problemática ocorra.
O sistema universitário no Brasil se consolidou apenas com a vinda da família real em 1808. Dessa maneira, a instauração desse, organizou-se com o intuito de satisfazer elites, ou seja, só os mais ricos tinham acesso, o que deu início ao que atualmente é o sistema de capitalização de algumas profissões em detrimento à outras. Partindo desse pressuposto, na contemporaneidade, há uma enorme pressão social sobre os adolescentes para que sempre optem pelas carreiras com maior renome no mercado, o que cria quadros de frustrações e até mesmo depressão, acarretando na desistência ao perceberem que estão na carreira errada. Além disso, a sociedade é prejudicada como um todo pois perde profissionais talentosos em outras áreas que poderiam contribuir de maneiras distintas para o desenvolvimento do país.
Sob outro viés, a má distribuição de renda advém de elementos da formação nacional, como escravidão e privilégios da elite, estão correlacionados com a falta de condições de maior parte da população. Dessa maneira, no já citado longa “O menino que descobriu o vento”, a personagem Annie faz alusão à realidade das famílias brasileiras, que veem seus filhos conquistarem a vaga na universidade, mas mesmo assim não poderem frequentar, pela falta de dinheiro com eventuais gastos. Paralelamente, as bolsas oferecidas pelo governo muitas vezes não são suficientes, uma vez que, maior parte das faculdades são localizadas em grandes e médias cidades, com elevado custo de vida.
Portanto, é mister que Organizações Não Governamentais em parceria com empresas privadas devem se unir para garantir o direito pleno à educação para todos. Com a criação de campanhas nas redes sociais, paralelo à palestras comunitárias com presença de psicólogos devem incentivar os jovens a seguirem as carreiras desejadas sem medo. Tais órgãos, já para ajudar as várias famílias do país a manterem seus filhos no ensino superior, devem criar um programa social sustentado por doações e investimentos privados, para que desse modo, o Brasil tenha mais pessoas usufruindo do patrimônio público.