Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 02/10/2019

A Inconfidência Mineira foi um movimento separatista de caráter separatista que ocorreu na província de Minas Gerais em 1789, o qual um dos objetivos era fundar uma universidade em Villa Rica. No entanto, atualmente nota-se um cenário diferente, principalmente pela evasão universitária. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, tona-se capaz perceber, que no Brasil o número de vagas em Universidades Públicas é limitado, o que causa uma competitividade e elitização. Observa-se que há poucas vagas para o grande número de estudantes que sonham fazer faculdade, portanto ocorre uma elitização do ensino superior. Assim como antigamente a faculdade era vista como prestigio para o indivíduo, pois apenas quem tinha poder aquisitivo tinha chance de cursar uma faculdade. Embora as possibilidades de entrar nelas tenham aumentado, percebe-se dificuldade em se manter e garantir a conclusão do curso, principalmente em faculdades públicas. Logo, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) revelou que 23% não prosseguiram com os estudos porque não conseguiram passar em uma instituição pública.

Desse modo, não apenas o número limitado de vagas, como também a grande demanda de possibilidades de trabalhos diversificados são fatores significativos para a evasão escolar. À vista disso, percebe-se que devido a Quarta Revolução Industrial trouxe novos empregos surgindo e outros entrando em obsolescência. Portanto, gerou uma necessidade de empregos sem necessidade de graduação. Segundo o IBGE, 11,8% dos desempregados são recém-formados. Isso mostra que não há demanda dos novos empregos. Visto que profissões ligadas principalmente à internet e tecnologias, muitas vezes não encontram seus cursos nas faculdades. Fica claro, portanto, que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor.

Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação, incentive a políticas de cotas e financiamentos em conjunto com faculdades particulares, de modo que haja vaga para a maioria dos estudantes, com o objetivo de cada vez mais pessoas possam concluir o ensino superior e tenham possibilidades para financiar. Assim como também o as Universidades Federais realizem reuniões para que o currículo de cursos seja renovado, de modo que novos cursos possam abranger todas as novas áreas de empregos que surgiram, para que a evasão universitária seja ínfima. Dessa forma, porá garantir-se um ensino superior de qualidade e sem evasão, tal como Paulo Freire diz, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.