Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 03/10/2019

Isaac Newton, por meio da inércia, afirma que tudo que está em movimento tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, o que faz com que mude seu percurso. A evasão universitária é um problema que persiste na sociedade brasileira a algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o percurso desse problema, da persistência para a extinção, a combinação de fatores escolares e financeiros acabam por contribuir com a situação atual.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), a taxa de evasão universitária está em torno de 21%. Tal fato resulta no menor índice de qualificação e aperfeiçoamento profissional, o que por sua vez gera a dificuldade em conseguir emprego, além de um mercado de trabalho menos capacitado.

Entretanto, o Brasil avança lentamente para solucionar o problema, visto que existem desafios para diminuir a taxa de abandono. A baixa qualidade do ensino básico faz com que ao ingressarem na faculdade, os alunos sintam dificuldades nas matérias, assim optam por desistirem do curso. Além disso, muitos não conseguem arcar com os altos custos das mensalidades, tornando a desistência por inadimplência constante.

Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança do percurso. Sob a perspectiva filosófica de Immanuel Kant, o homem é fruto da educação. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação (MEC) realizar, por meio de verbas governamentais, a reformulação do ensino básico nas escolas, aumentando a qualidade do ensino, para que esse indivíduos estejam preparados ao ingressarem no ensino superior. Ademais, seria interessante que instituições financeiras, em parceria com o MEC, aumentassem as linhas de créditos para estudantes, para o pagamento das mensalidades, com o intuito de diminuir a evasão por inadimplência. Só assim, será possível mudar o caminho do problema da persistência para a extinção.