Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 07/10/2019
A sociedade contemporânea está em constante evolução, assim como as práticas e exigências do mercado de trabalho. O ensino superior, o qual era visto como raro e superestimado, passou a se caracterizar como básico e decisivo para os que almejam um uma boa colocação profissional, entretanto, o número de pessoas que abandonam o meio acadêmico antes da conclusão vem crescendo de forma assustadora. São diversos os desafios a serem enfrentados referente a essa questão, porém os mais urgentes se mostram ser a falta de uma boa base escolar, bem como o problema com a não identificação com os cursos e os métodos ultrapassados e massivos utilizados.
O Brasil ocupa a 39° posição, dentre 40 países, em um ranking de qualidade da educação, realizado pela Pearson International, instituição que aplica testes internacionais. A baixa qualidade do ensino médio no país influência diretamente nas altas taxas de evasão em universidades, visto que o estudante, com uma base curricular mínima, é inserido em um meio extremamente exigente, o qual requer um certo tipo de conhecimento prévio sobre assuntos que são deixados de fora da grade de ensino, principalmente da rede pública. O fato somente serve para aumentar o sentimento de impotência perante a nova fase, provocando assim uma saída prematura do meio acadêmico, como mostra uma pesquisa, realizada pelo Ministério da Educação (MEC), onde os dados apontam que em 10 anos cerca de 900 mil alunos abandonaram seus cursos.
Ademais, o atual mercado de trabalho se mostra excepcionalmente abrangente e diversificado, o que muitas vezes gera dúvidas em relação ao caminho a ser seguido. A elevada pressão para a escolha de um curso também é um das causas de diversos abandonos na rede de ensino superior, considerando que a não identificação com o curso escolhido é extremamente comum entre os universitários. Dentre as inúmeras condições que contribuem para o aumento da taxa de evasão, está a metodologia usada na maioria das instituições, que mostra-se excessivamente desgastante e massiva para uma grande parte dos estudantes, pois não leva em conta a forma com cada um aprende , o que leva em muitos casos a graves prolemas de saúde mental e consequentemente à saída da faculdade.
Por conseguinte para que os desafios relacionados à evasão universitária possam ser ultrapassados, certas medidas se fazem necessárias. O MEC em parceria com o Conselho Nacional de Educação (CNE), deve incentivar e levar informação para todas as escolas, sejam elas públicas ou privadas, por meio de oficinas interativas que visem exemplificar as formar de ingresso no meio superior e ressaltar a importância da graduação, bem como testes vocacionais obrigatórios nos últimos anos da escola, para que com isso a diminuição da taxa de evasão no setor universitário se torne realidade.