Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 04/10/2019

O Período Joanino, 1808 - 1821, representou o primeiro momento de investimento à educação superior no Brasil, com a criação da primeira universidade, a Escola de Medicina da Bahia. Essa atitude proporcionou ao país desenvolvimento de conhecimento nacional e, por consequência, menor dependência das nações vizinhas. No entanto, embora o Brasil tenha, gradativamente, aumentado ofertas ao ensino superior, mostra-se alheio às necessidades de manter os matriculados até a conclusão dos cursos. Sob tal ótica, é nítido que o sistema educacional brasileiro encontra-se não só sucateado, como também neutro em relação aos investimentos do Estado.

A priori, convém ressaltar que, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, 2018, os desistentes do ensino superior são, majoritariamente, advindos de escola pública. À sombra da estatística supracitada, é indubitável que a baixa qualidade do ensino médio ofertado aos mais pobres é causa basiliar no atual cenário do país, haja vista que é imprescindível não somente aulas de qualidade, mas também instrumentos lúdicos que despertem nos estudantes qual carreira objetivam seguir ulteriormente. Congruente a esse pensamento, é transparente sustentar que enquanto houver a prevalência do ensino engessado nas escolas brasileiras, a essência do aprender seguirá uma utopia.      Sob outro viés, é importante destacar que, entre estudar e obter renda para sobreviver, o estudante carente prioriza seu sustento em detrimento da sua capacitação intelectual. Dessa maneira, tais jovens decidem trabalhar e, por conseguinte, não tem tempo para se dedicar ao ensino superior e então abandonam de vez os estudos. Seguindo essa linha de raciocínio, pode-se testemunhar que o abandono do Estado em fornecer ferramentas básicas, como ambiente bem estruturado a aulas e programas assistencialistas, é fator mantenedor do fracassado quadro vigente.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de mitigar tal agrura. Para tanto, é fundamental que o Governo Federal atue junto ao Ministério da Educação. Ao primeiro, cabe disponibilizar bolsas assistencialistas aos estudantes de baixa renda, por meio de investimentos sólidos, com o fito de mantê-los até o fim da sua graduação, a fim de que tornem-se profissionais capacitados e ágeis no mercado de trabalho globalizado. Ao segundo, compete criar e instalar em todas as escolas, um projeto que traga profissionais de todas as áreas, durante o ensino médio, com o intuito de reduzir as taxas de evasão universitária pelo fato de não conhecer bem a profissão escolhida. À vista disso, será possível, progressivamente, reverter o presente contexto.