Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 05/10/2019
O Brasil perece de atenção na educação e a evasão universitária esboça um futuro em que as oportunidades iguais do mercado de trabalho serão escassas. O problema afeta os estudantes que precisam conciliar trabalho e estudo, os que entraram em cursos de ciências exatas com uma base curricular prejudicada e os que tentam um lugar mais inovador na academia e desafiam um cenário de incerteza profissional.
Historicamente, no período do estado novo, a escola pública começava a ser implantada. Contudo, os seus frequentadores não eram os mais pobres, já que estes precisavam estar no trabalho, a fim de complementarem a renda familiar. Analogamente, após a democratização do ensino superior, o público alvo da universidade privada tornou-se o jovem que pratica o auto-sustento e sem auxílio financeiro não consegue concluir o curso superior.
O desafio é maior que estimular a permanência estudantil financeiramente, pois torna-se substancial a correção da defasagem sofrida no primeiro ensino. A falta de visualização ilustrativa de conceitos, como proposta por Paulo Freire, constrói uma educação superficial e não prepara os alunos das ciências exatas para conceitos densos tratados na universidade, o que causa muitas desistências e perda de profissionais preparados para o futuro.
No passado, quando a economia brasileira vivia do café, os barões, em suas confortáveis margens de lucro, com medo da industrialização, negaram uma crise próxima a atingir-los. Atualmente, os novos estudantes não veem potencial ou perspectiva na modalidade de aprimoramento profissional que escolheram e decidem pela desistência. O futuro representa insegurança para os que escolhem cursos menos concorridos e mais inovadores, já que para toda inovação é necessário investimento e a falta de comunicação com países desenvolvidos, que têm experiência em cursos que vêm atualmente sendo adquiridos no Brasil, afeta a industrialização intelectual brasileira.
Evidencia-se ,portanto, o problema de profundas raízes sociais, que como todo do tipo, deve ser corrigido com medidas assistencialistas do governo, que incentivarão, através de abatimentos de impostos, a concessão de auxílio financeiro para os que trabalham. As alterações a serem feitas na educação recebem a atuação do Ministério da Educação, que propor-irá metodologias mais interativas e cobrará os resultados das escolas.Também deve auxiliar no convênio com universidades e empresas internacionais que realizem a preparação de profissionais e investidores nas áreas de conhecimento recentemente adquiridas nas universidades brasileiras.
Evidencia-se ,portanto, um problema de profundas raízes sociais, que como todo do tipo, deve ser corrigido com medidas assistencialistas da própria universidade.