Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 17/10/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o outro. No entanto, quando se observa a evasão escolar, no Brasil, hodiernamente verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persistente intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela situação econômica desfavorável, seja pela distância e o desinteresse do jovem nas escolas. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

E indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo a Agência Brasileira a porcentagem de jovens que concluíram o ensino médio e de 5% em vista que ao todo apenas 52% não concluíram ao menos o ensino fundamental. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a evasão escolar está atrelado ao abandono da escola por parte dos estudantes, sucedendo ao trabalho contribuindo para renda familiar, rompe essa harmonia, haja vista que a falta de profissionais qualificados resultando na diminuição da globalidade econômica do país.

Ademais, destaca-se a distância entre a residência e a escola devido a mobilidade que é prejudicada pela ausência de transporte público, ainda, por conseguinte o desinteresse ocasionado pelo sistema ultrapassado desmotivando aos jovens a não manterem-se na escola acarretado pelas sucessivas repetências, como impulsionador do problema. De acordo com o filósofo Émile Durkheim, o fato social e uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento observa-se que as ações sociais influenciam no desempenho da sociedade afastando do senso comum, pode-se destacar que a evasão escolar corresponde a faltas esporádicas semanais promovidas de fatores pessoais, socioeconômico. Com baixa qualificação de pessoas influenciam no contingente de oportunidades de trabalho no futuro, ainda mais, falta de interesse pode comprometer na funcionalidade do individuo, que por sua vez aumenta o índice de desigualdade social. A dependência ao trabalho tende a agravar, configurando uma espécie de aprisionamento do jovem a uma atividade laboral de baixa remuneração.

E evidente, portanto, que há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem em uma sociedade melhor. Destarte, o Ministério da Educação de forma gradual em conjunto a professores introduzir um aprendizado diversificado em relação ao tradicional promovendo palestras e acompanhamento pedagógicos e, propiciar condições e estrutura necessária para o desempenho educacional, a fim de que o tecido social de depreenda de certos tabus para que não viva sob desproporção. Como já dito Paulo Freire a educação transforma as pessoas,e essas mudam o mundo.