Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 07/10/2019
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através desse trecho do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade vê-se que a falta de recursos e assistência devida evidencia a grande evasão universitária no Brasil tornando um grande obstáculo na vida de muitos brasileiros.
Em primeiro plano, convém ressaltar que apenas 17,6% dos jovens estão na Universidade tendo como principal causa do abandono de suas graduações, a falta de renda para efetuar o pagamento das mensalidades que aumentam gradativamente. Tendo em vista que os vestibulares públicos estão cada vez mais complexos, estudantes de baixa renda e que estudaram em escolas publicas, acabam perdendo suas vagas nas faculdades públicas para estudantes com um maior poder aquisitivo onde estudaram em escolas particulares e teriam plenas condições de pagar uma graduação particular.
De mesmo modo, destaca-se que a incapacidade de conciliar o estudo com o trabalho é de fato recorrente pois o emprego e as tarefas do cotidiano acaba assim prejudicando principalmente os alunos bolsistas que sem tempo para os estudos há uma grande possibilidade de perca da bolsa. Consequentemente, a evasão escolar resulta em profissionais frustrados, sem uma boa colocação no mercado de trabalho e se sentindo-se diminuídos tendo como que uma vaga na Universidade não seja para ele.
Portanto para que se retire as pedras do meio do caminho são necessárias ações. Logo, é preciso que o Ministério da Educação crie mais programas de bolsas totalmente integrais e amplie os programas já existentes para pessoas de baixa renda, criando se assim vestibulares menos complexos para todo estudante que comprove sua baixa renda. É necessário também que o Governo federal faça mais construções de novas faculdades publicas, assim diminuindo a competitividade. Tais medidas visam combater o empasse de forma precisa e democrática.