Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 09/10/2019

Promulgada em 1988, a Constituição Cidadã garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação, segurança, assim como ao bem-estar social. Contudo, a negligência do Estado, associada a falta de assistência, faz com que uma pequena parcela da população, que cursa o ensino superior e está sujeito aos efeitos desses problemas, tenha alguns dos seus direitos negados na prática. Nessa perspectiva, é necessário que tal problema seja amenizado, a fim de formar uma sociedade mais desenvolvida.

Convém ressaltar, a princípio, a falta de ações do Estado como fator determinante para  a permanência do problema. Segundo o pensador Aristóteles, a função da política é garantir a felicidade da população. Entretanto, verifica-se que esse conceito não se aplica ao Brasil, na medida em que o Governo corta as verbas destinadas para as universidades públicas, o que acentua os problemas de infraestrutura dessas faculdades, e desestimula os alunos a continuarem seus cursos, aumentando os índices de evasão universitária, algo que é inadmissível para um país que ocupa a nona posição no ranking de economias do FMI.

Além disso, outra dificuldade encontrada é a questão da falta de assistencialismo para os alunos. De acordo com o INEP, mais de 3 milhões de estudantes desistiram do ensino superior em 2016. Tal fato demonstra o baixo apoio prestado pelas universidades para com os alunos, que por sua vez acabam por sucumbir perante aos possíveis problemas enfrentados durante ao curso, sejam eles psicológicos, como a depressão e a pressão social, ou financeiros. Nessa lógica, infere-se que a soma de todos esses fatores ampliam as chances de uma possível evasão, e interferem no bem-estar social dessas pessoas.

Portanto, algo deve ser feito com urgência para amenizar a problemática. Logo, o Ministério da Educação, por meio de políticas públicas, deve abrir debate sobre o tema no âmbito do legislativo, para que haja o sancionamento de leis que prevejam uma maior disponibilidade de recursos para as universidades, bem como a criação de programas sociais que prestem a devida assistência para os alunos. Assim, entende-se que o fito de tal ação é diminuir a evasão universitária. Somente dessa forma, esse problema será gradativamente erradicado, e evitará que os direitos garantidos pela constituição continuem sendo desrespeitados.